terça-feira, 30 de dezembro de 2008

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It's coming on Christmas...

They're cutting down trees,

They're putting up reindeer,

And singing songs of joy and peace...

I wish I had a river,

I could skate away on.

But it don't snow here,

It stays pretty green.

I'm going to make a lot of money

Then I'm going to quit this crazy scene.

I wish I had a river,

I could skate away on.

I wish I had a river so long...

I would teach my feet to fly!

I made my baby cry...

He tried hard to help me.

You know, he put me at ease

And he loved me so naughty.

Made me weak in the knees!

I wish I had a river

I could skate away on

I'm so hard to handle,

I'm selfish and I'm sad!

Now I've gone and lost the best baby

That I ever had.

Oh I wish I had a river,

I could skate away on...

I wish I had a river so long...

I would teach my feet to fly!

Oh I wish I had a river,

I could skate away on.

I made my baby say goodbye...

(...)
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Letra: Joni Mitchel. [Na voz da Peyroux fica foda!!]
Arte: Orlando Pedroso.

**Leila, muitas saudades!!!**

**À quem é de direito, ficam aqui as minhas desculpas!**

domingo, 28 de dezembro de 2008

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Olha, senta aí que eu quero vomitar umas palavras. Anda, pára de me olhar com essa cara de menino que vai levar bronca e vê se engole calado toda essa dor que eu tenho pra cuspir!
Tira essa armadura, anda! Tira logo, você sabe que sempre te preferi nu. Pára de fingir que não sabe do que estou falando, pára de fingir que não me ama, pára de fingir que não me deseja, pára de me obrigar a fingir que não te quero mais... Pára!
As coisas não são tão fáceis assim... Quem é que vai pagar pelas noites que eu perdi chorando no travesseiro, hein!? Quem é que vai me assoprar quando eu arrancar essa faca que você me enfiou com pingos do limão mais azedo!? Quem é que vai fazer curativo nesse coração que você esfregou numa pia com sabão de ácido?! Quem é que vai devolver os cabelos que eu arranquei nos dias do mais profundo desespero? Quem é que vai colar as unhas roídas, quem é que vai devolver o sono roubado pelos litros de café, quem é que vai pagar a conta do bar, quem é que vai compensar os cigarros fumados a esmo??? Me diz, quem?
Tá, eu sei que não tem mais “Eu & Você”... Que o tão sonhado “Nós” não existe mais e que nos restaram apenas alguns nós na garganta. Sei disso! Sei que nesses braços aqui você não entra mais, que essa minha boca não encosta mais na tua, que esse meu sexo não vai mais de encontro ao teu... Sei que desse meu amor gasto você não bebe mais!
Só que essa porra toda tá doendo demais e eu preciso jogar essa bomba de amor-não-resolvido bem na tua cara pra ver se me alivia essa ferida!

[Texto: Savana Dantas]
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[Arte: Orlando Pedroso]
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**"Tanto tempo de nós dois... Não sei porque pouco depois, não existe mais.
Tantas cartas já escritas, tantas noites mal dormidas...
Depois de tanto rabiscar em tudo, em qualquer lugar, seu nome e o meu!
Tudo que é seu está marcado... O seu retrato até molhado pelos beijos meus!
Seus cabelos, suas mãos, a sua voz com emoção... Eu guardo comigo!
E a vontade que senti de me enganar que te esqueci, não fez sentido!
A saudade não contada, toda lágrima calada... Eu não posso guardar!"

[Letra: Milton Carlos]
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**"Lembra, lembra, lembra... Cada instante que passou, de cada perigo, da audácia do temor!
Pára de fingir que não sou parte do seu mundo! Volta a pensar, então...."
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[Telo Borges / Milton Nascimento]
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**"Eu cansei de ser assim, não posso mais levar. Se tudo é tão ruim por onde eu devo ir?
A vida vai seguir, ninguém vai reparar... Aqui nesse lugar eu acho que acabou!
Mas vou cantar pra não cair fingindo ser alguém que vive assim de bem .
Eu não sei por onde fui, só resta eu me entregar... Cansei de procurar o pouco que sobrou!
Eu tinha algum amor, eu era bem melhor, mas tudo deu um nó e a vida se perdeu...
Se existe Deus em agonia, manda essa cavalaria, que hoje a fé me abandonou!"
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[Marcelo Camelo]
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Djingôu bél, djingôu bél... Acabou o papel!!!

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Papai Noel, nesse ano que este está por acabar eu fui uma mulher exemplar! Fiz tudo certinho, como manda o roteiro! Amei meu próximo como à mim mesma – grande merda! Perdoei quem me havia magoado –não há melhor perdão que uma boa vingança! Ajudei os pobres nas ruas –com meia dúzia de palavras ou com um cigarro já aceso! Consumi muuuuito –comprei cigarros demais, cervejas demais, frituras demais...! Compensei com lágrimas toda a água que gastei nos banhos demorados- viu!? Também tenho consciência quanto ao desperdício...
Tive coragem pra fazer tudo que todos querem fazer mas não-sei-porquê-diabos não fazem: transei com desconhecidos; me embriaguei na segunda-feira; esqueci aniversários de morte; me deleitei com a desgraça do inimigo; comi carne até querer vomitar; menti de verdade e dei sorrisos de mentira; abracei alguns para dar o golpe pelas costas; me masturbei e fingi orgasmos; traí; aumentei a renda de quem ganha a vida vendendo entorpecentes; vendi o celular que achei no chão e perdi o meu celular numa noite de bebedeira –e não me lembro como; rejeitei ligações da minha mãe por estar morta de bêbada; vibrei quando o flamengo ganhou e me acabei de sorrir quando corinthians e vasco caíram para a segundona; xinguei o papa toda vez que o vi na televisão; fiquei triste quando Richard Wright morreu; não acompanhei novelas; praguejei religiões; engoli formigas que boiavam no último gole de café; venerei o “Canto para a minha morte”e mandei Paulo Coelho pra puta que, por desgosto, o pariu; parei de usar óculos escuros quando não tinha colírio simplesmente por não ter mais os olhos vermelhos –em contra-partida comprei descongestionantes nasais para disfarçar o funga-funga do dia seguinte; superdosei remédios para sentir o verdadeiro efeito deles; tomei Somalium para poder dormir; ouvi músicas sujas, li textos sujos, deixei sujeiras acumularem-se... Enfim, amigo Papai Noel, nesse natal acho que mereço, no mínimo um ótimo presente, afinal não é lá muito fácil levar uma vida a la Nelson Gonçalves! Que tal me dar forças pra fazer tudo isso e mais um pouco ano que vem!?!?

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Arte: Orlando Pedroso.
P.S.: “É Natal, é Natal... Vem chupar meu pau!!!”

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008


"Nosso sonho
Se perdeu no fio da vida.
E eu vou embora
Sem mais feridas,
Sem despedidas.
Eu quero ver o mar.

Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo...
Lembre da nossa música!
Se lembrar dos tempos,
Dos nossos momentos...
Lembre da nossa música!

Nossas juras de amor
Já desbotadas.
Nossos beijos de outrora
Foram guardados.
Nosso mais belo plano,
Desperdiçado.
Nossa graça e vontade
Derretem na chuva.

Um costume de nós
Fica agarrado.
As lembranças, os cheiros...
Dilacerados!
Nossa bela história
Está no passado.
O amor que me tinhas
Era pouco e se acabou."



[Vanessa da Mata/ Liminha]

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[Arte: Orlando Pedroso]

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**Hoje cedo a saudade bateu aqui na porta de casa... Estava sem paciência pra saber o que ela queria... Simplesmente fiquei em silêncio e fingi que não estava em casa, até que ela desistiu de falar comigo e foi embora... Amanhã, no mesmo horário, provavelmente ela deve voltar. Farei o mesmo: permanecerei em silêncio, fingindo não está por perto, e esperarei que ela se vá, até que um dia ela se cansará de me procurar e eu poderei parar de silenciar quando sentir a presença dela!**

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

PRE-GUI-ÇA.

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Não... Ela não quer começar tudo de novo! NÃO QUER! Ela está com preguiça de começar tudo do zero, sabe!? ‘Cansa muito toda essa história de ser feliz com alguém (ou com alguéns...)’, pensa ela sem muito entusiasmo...!
Ela só quer, por hora, ser-se. Viver-se. Sentir-se. Amar-se. Sem se preocupar se vai dar certo ou não! Sem se preocupar em agradar quem está do outro lado! Ela está cansada, por enquanto. Chega de esperar um tal de Sr. Acaso aparecer... É muita tortura esperar esse tratante-de-uma-figa!
Deu preguiça de conhecer alguém, flertar, dar o tão esperado primeiro beijo, a primeira transa, a espera ansiosa por ligações no dia seguinte! Não, ela não quer. Ela cansou desses passos que encantam, mas são sempre a mesma merda! Blah!
Optou pela praticidade de não se importar: agora ela apenas espera que os dias sejam apenas dias [vide Thaty Nardelli]*
[Savana Dantas]

*Alusões internas!
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Como se nada tivesse acontecido!

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Acordou meio desnorteada aquele dia... Não sabia bem onde estava... Tinha sonhado com umas coisas que fugiam muito à sua realidade, por isso todo aquele estranhamento. Quando caiu em si, percebeu que estava no seu quarto de sempre, no seu colchão no chão de sempre, com a coberta de sempre e quase nua, como sempre! Tudo foi chegando aos poucos: as informações espaço-temporais, a ressaca, a fome, as lembranças da noite passada.... Tudo muito lento que nem lesma leprosa.
Levantou não se sabe por quê... Mas, já de pé e completamente consciente de si, sentiu aquele gosto horrível na boca de bebedeira-frenética-da-noite-passada. Escovar os dentes? Que nada! Quando isso acontece, nada melhor que uma boa dose de café forte com um pinguinho de leite e um cigarro, pensou. Assim o fez! Colocou 50 litros de café no copo, duas gotas magras de leite e acendeu seu cigarro. Quando foi dar o primeiro gole, percebeu que havia várias formiguinhas boiando. Deu-se conta de que ainda estava bêbada o suficiente para não ter sequer reparado que aquele copo já tinha sido usado por outro viciado em café... Largou o copo em cima da mesa e foi pegar outro – dessa vez limpo – pra enchê-lo com café novo. Foi quando percebeu que a garrafa de café estava vazia – quem manda colocar 50 litros de café de uma vez só num copo???
Ficou desesperada por uns longos 15 segundos, mas logo esse desespero transformou-se em resiliência e ela teve uma primorosa idéia: pegou o café que já estava no copo e coou com uma daquelas peneirinhas de coar chá. O café ficou novo em folha e as formiguinhas ficaram presas pela redinha da peneira. Só sobrou uma formiguinha –coitada – no copo de café. Mas ela fez que não viu e ‘devorou’ aquele café como se nada, absolutamente nada, tivesse acontecido. E o dia dela ficou mais bonito, porque apesar das formigas, ela tomou o café sem pestanejar. Como se nada tivesse acontecido!!!

[Savana Dantas]

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

[Letra: Adelino Moreira.]
[Intérprete: TEM que ser o Nelsão!]
[Arte: Desconheço.]
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A volta da Boêmia
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"Boemia, aqui me tens de regresso
E, suplicante, te peço a minha nova inscrição!
Voltei pra rever os amigos que um dia
Eu deixei a chorar de alegria...
Me acompanha o meu violão.

Boemia, sabendo que andei distante,
Sei que essa gente falante vai agora ironizar:
'Ela voltou, a boêmia voltou novamente...
Partiu daqui tão contente por que razão quer voltar?'

Acontece que o homem que floriu meu caminho
De ternura, meiguice e carinho,
Sendo a vida do meu coração,
Compreendeu e abraçou-me dizendo a sorrir:

'Meu amor você pode partir, não esqueça o seu violão.
Vá rever os seus rios, seus montes, cascatas...
Vá sonhar em nova serenata e abraçar seus amigos leais.
Vá embora, pois me resta o consolo e alegria
De saber que depois da boemia
É de mim que você gosta mais!' "
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P.S.: As partes em itálico são grifos meus, nascidos de mudanças que, inevitavelmente, eu tive que fazer na letra!!!
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**Lentamente, com passos de formiga preguiçosa, eis que eu estou voltando. Não que eu tivesse ido embora, mas eu realmente havia tentado me abster de algumas regalias que eu desfrutava antes de alguns acontecimentos. Enfim, eis que eu estou, devagar e com calma, tentando voltar ao ritmo de antes. E, olha... Até que tô conseguindo, mesmo com todos esses arames farpados que envolvem minhas pernas!!!**

sábado, 6 de dezembro de 2008

[Arte: Orlando Pedroso.]
"Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora... Como hei de partir?
Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir?
Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir?
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
(...)
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair?
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir."
[Chico]

"Bem mais que o tempo
Que nós perdemos
Ficou pra trás também o que nos juntou
Ainda lembro o que eu estava lendo
Só pra saber o que você achou
Dos versos que eu fiz
E ainda espero resposta
(...)
Sem mais, eu fico onde estou
Prefiro continuar distante!"
[Skank]


"Se a gente já não sabe mais rir um do outro, meu bem
Então o que resta é chorar.
E, talvez, se tem que durar,
Vem renascido o amor,
Bento de lágrimas."
[Los]

**Vai doer lá no fundo da ferida quando eu for sozinha na nossa distribuidora... Quando eu for sozinha sentar no nosso banco... Quando eu chegar na hora marcada e ficar pelo menos 20 minutos esperando seu atraso. Dessa vez, não vai ter ninguém pra esperar. Vai doer...**

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008



Você sabe que eu te gosto, né!? Também sabe que eu tentei, não sabe?! Diz pra mim que você sabe, vai!? Por favor...
Olha aqui nesses olhos tão tristes e diz que a gente fica melhor separado... Ou então, senta aí e lê essas palavras que machuAdicionar imagemcaram tanto quando saíram aqui de dentro...
Eu até que tentei trancar as portas pra saudade e a carência não entrarem... Mas não deu! Elas me arrombaram inteira e agora, estando aqui dentro, me fizeram perder o controle da situação!
Você sabia, aliás, nós sabíamos que não se deve cutucar distância com vara curta, e mesmo assim resolvemos brincar de sentir saudade. Mas essa brincadeira perde a graça muito rápido. A gente enjoa fácil, fácil. E não nos resta mais nada além de sentar no chão, respirar fundo e inventar uma nova brincadeira. É uma pena... Uma pena mesmo! A gente se encaixava tão bem... Mas não dá mais, você sabe! Seus planos por aí, meus planos por aqui... Não dá!
Vai, enxuga as lágrimas daí que eu enxugo as daqui. Vai ser melhor, confia na tua mulher! Ela tá dizendo que chegou a hora de parar de chorar antes de dormir... Que chegou a hora de parar de jogar saudade em mesa de bar... Que chegou a hora de parar de jogar angústia embaixo de tapetes... Chegou a hora do fim! Me ajuda a ser amistosa, com ele e conosco!
E só pra não perder o costume... Eu te adoro!




**Deixa assim como está.... Sereno!**
[Los]
[Arte: Orlando Pedroso]

**"Lá mesmo esqueci que o destino sempre me quis só...
No deserto, sem saudade, sem remorso... Só!
Sem amarras... Barco embriagado ao mar!"**
[Calcanhotto]

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

"Me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora. Vem, vamos além."
[Los]
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"...Pode até doer, mas passa... E quando passa o seu mundinho pequeno de antes já não cabe onde cabia. E você sente pela primeira vez pegar nas rédeas de si mesmo e se levar pra onde quiser!"
[Antônio, Eu.]
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**Obrigada por fazer dos meus fins de semana as melhores férias! Adoro a forma como a gente se combina, como a gente se melhora... Receba meu singelo 'muitíssimo obrigada', Thaty Nardelli.**

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

...a little bit tired...

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Ai, a rua escura,o vento frio...
Esta saudade, este vazio...
Esta vontade de chorar...

Ahh, tua distância tão amiga...
E esta ternura tão antiga...
E o desencanto de esperar...

Sim, eu não te amo porque quero...
Ahhh, se eu pudesse esqueceria...
Vivo e vivo só porque te espero...
Ahhh, esta amargura, esta agonia...

Vim pelas noites tão longas,
De fracasso em fracasso...
E hoje discrente de tudo,
Me resta o cansaço:

Cansaço da vida...
Cansaço de mim...
Velhice chegando
E eu chegando ao fim!


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Arte I: Orlando Pedroso.

Letra: Dolores Duran.

Arte II: Paula Rego.

**"Eu perco a chaves de casa...

Eu perco o freio...

Estou em milhares de cacos

Eu estou ao meio....

Onde será que você está agora?"**

[Calcanhotto]

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Uma homenagem às amigas!

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"Você, meu amigo de fé, meu irmão camarada,
Amigo de tantos caminhos e tantas jornadas...
Cabeça de homem mas o coração de menino!
Aquele que está do meu lado em qualquer caminhada...
Me lembro de todas as lutas, meu bom companheiro.
Você tantas vezes provou que é um grande guerreiro.

O seu coração é uma casa de portas abertas.
Amigo, você é o mais certo das horas incertas.
Às vezes em certos momentos difíceis da vida,
Em que precisamos de alguém pra ajudar na saída,
A sua palavra de força, de fé e de carinho,
Me dá a certeza de que eu nunca estive sozinho!
Você meu amigo de fé, meu irmão camarada,
Sorriso e abraço festivo da minha chegada.
Você que me diz as verdades com frases abertas.
Amigo, você é o mais certo das horas incertas.
Não preciso nem dizer
Tudo isso que eu lhe digo
Mas é muito bom saber
Que você é meu amigo.
Não preciso nem dizer
Tudo isso que eu lhe digo
Mas é muito bom saber
Que eu tenho um grande amigo."


Legenda:

Letras em preto: Para todas.

Letras em azul: Ray

"O nosso amor a gente inventa..."

Letras em vermelho: Thaty



"Em nossos rostos, apenas olhos e bocas: lágrimas e sorrisos!"
"Vermelhos são (...) seus olhos!"


Letras em cinza: Play

"Olha, amigo, são tantas caminhadas, tantas barricadas, tantas churrascadas, tantas palhaçadas!!!"


Letras em verde: Leila



"Se alguém indagar a você (...) diga que eu estou bem distante, mas nem um instante você me esqueceu... E que é grande a saudade mas a felicidade entre nós não morreu...
Diga que eu tenho como espelho um grande conselho que você me deu, dizendo que os grandes são grandes porque quem está de joelhos sou eu!"

Letras em lilás: Luh


"São de pequenas descobertas que se faz de uma simples vida uma grande vida!"

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Amo todas vocês de um tanto que às vezes até dói! À todas vocês, um 'muito obrigada'!
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"Amigo verdadeiro"
"Amigo de verdade não tem preço,
A gente não esquece o endereço,
Amigo mora sempre em nosso coração.
Muitos amigos encontramos todo dia,
Num bate-papo, numa esquina ou num bar,
Dentro do ônibus, do trem ou avião,
Em uma festa, num negócio ou num jantar.
Muitos amigos de final de madrugada,
Um forte abraço, um até logo e tudo bem,
Mas o amigo verdadeiro sempre fica,
Pra qualquer hora, se preciso ele vem.
Amigo a gente não encontra a toda hora,
Por isso não devemos jogar fora,
Uma amizade tão sincera é muito bom.
Quantos amigos quando a gente tem dinheiro,
São companheiros pra topar qualquer parada?
Se precisamos de alguém, são os primeiros,
Mas se afastam quando agente não tem nada.
Temos amigos confidentes nesta vida,
Um ombro amigo, pra poder desabafar,
Amigo é aquele que na hora da partida,
Dá a sua vida para nos acompanhar."
[Jotha Luiz/Alexandre]

domingo, 16 de novembro de 2008

Eu?

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Um eu que não hesita, um eu de pensamento.
Um eu que te excita, um eu de sentimento.
Um eu que não se esconde, um eu um de melodrama.
Um eu que faz por onde ser feliz na cama.

Um eu que se não se via. Um eu que se arrepia.
Um eu que sempre grita, um eu que silencia.
Um eu que sente frio, um eu que se esquenta.
Um eu de abstinência transbordand0-se em latência.

Um eu que se procura, um eu que te encontra.
Um eu que não se cura, um eu que se amedronta.
Um eu que não te implora, um eu que te arrasa.
Um eu que te devora e queima feito brasa.

Um eu de calafrio. Um eu cheio de fases.
Um eu não-pueril. Um eu de poucas pazes.
Um eu que quer cerveja, um eu que é fumante.
Um eu que não te inveja, um eu sozinho andante.
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**Arte de Orlando Pedroso.**

**Nada me tira a beleza, a alegria e a diversão desse fim de semana, mas se você tivesse vindo seria tudo mais lindo!!!**

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Um brinde à boemia!!!

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"Ah, vida noturna, eu sou a borboleta mais vadia na doce flor da tua hipocrisia!"...
[Nelson Gonçalves]
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"Quem é da boemia, usa e abusa da diplomacia, mas não gosta de ninguém."

[Noel Rosa]


"Às pessoas que eu detesto, diga sempre que eu não presto e que me lar é o botequim."
[Id.]



**Internas [parte I]: Ray diz: Pra Savana, nunca é cedo, nunca é tarde. É sempre a hora certa!

**Internas [parte II]: Valeu pelo ótimo fim de semana, mocinhas!

**Internas [parte III]: Aôôôôô Butéééééco!!!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Quem comanda minha mente é Dadaísta!!! [Ou seria surrealista???]

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Está difícil!
Mãos tremendo, pés gelados, corpo nu, alma do lado de fora.
É só mais um dia, só mais uma lágrima, só mais um delírio.
Esse som que não faz barulho, esse quadro em branco.
Um reflexo. Um terço de reflexão!
34°C, chuva tímida, ronco de motor, portão fechando.
Moscas, café, foto, um sorriso franco. Fraco!
Apreço com preço. Abraço sem braço. Um beijo a esmo!
Esse peito apertado e esse bando de pedaço de coração espalhado.
Essas cartas no chão, a tinta borrada, o e-mail não lido.
Foi, está indo, não vai!
Voltou!
Seja bem vinda Srta. Inconstância!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Uma pitada de bipolaridade, por favor!

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Quanta indecisão! Jarros e mais jarros transbordando uma mistura homogênea de confusão e lágrima.
Que dúvida! Que dívida! Que lástima!
Doses e doses de perguntas sem respostas engolidas à seco, sem limão nem sal pra disfarçar a queimação e o gosto amargo! Pedaços e mais pedaços de mim escondidos embaixo dos tapetes...
Sem cola, sem cor, sem volta!
Tristeza camuflada em traição... Bebedeiras que constroem o destruído e destroem o construído!
Sem nota, sem canudo, sem conteúdo!
Sobra vazio e falta espaço pra esperança... E a espera, essa companheira incoveniente, me abre as portas, a guela, as janelas e me traz, sem esperar convite, a tal da dona Saudade... Essa mesma senhora sem escrúpulos que, diariamente, me aparece e me fere a face, o peito e a dignidade!
E essas duas desalmadas me invadem a casa, sentam no meu sofá, tomam do meu café, me roubam os cigarros e ainda me jogam numa situação tão diminuta que até uma pulga me pisaria a cabeça!!
À essa altura, as lágrimas já não descem como antes... Agora, ao invés de expulsarem-se de mim, elas são o líquido que lubrificam os mecanismos que me mantêm em movimento!

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**Aaaarrê! Esse foi triste**

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Vamo nessa, babe?!

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Vamos andando! Pega minha mão e me leva pra passar um tempo com a vida – só pra variar um pouco!
Chega de esperar o acaso agir de novo – a parte dele já foi feita: uniu-nos!
Abraça-me bem forte e me ajuda a engolir todos esses medos. Deixa-me fechar seus olhos, fazê-los revirar... Injeta-me um pouco mais de ousadia e atrevimento. Joga em mim o teu suor, me deixa escorregar tal qual menina.
Vamos secar essas lágrimas de uma vez, deixa a chuva se encarregar de molhar e, se ela insistir em não chegar, como aqui em Brasília, deixa esse trabalho pro nosso suor! Só não gastemos as gotas de lágrimas, querido! Temos um chuveiro, uma mangueira... Água não há de faltar!
Chega de sofrer pela distância... Não vale a pena! Deixa-a pensar que incomoda. É até bem fácil enganá-la, você vai ver! Até porquê, sem ela, o que seria da saudade? Juntas, elas hão de querer nos derrubar, mas nossa força é maior, só precisamos ficar juntos. Ajuda-me a insultar essa distância e nocautear essa saudade. Vamos dar um passeio pela vida e um tapa nessa nossa covardia.
Vamos, esquece as bobagens que passaram. Isso tudo já passou, afinal de contas!
Olha pra cima, olha o céu. Que doçura, não!? Lembra lá dos nossos beijos que a lua banhou com uma luz tão sublime, tão sutil, que nos deixou numa penumbra perfeita para o amor!
Presta atenção naquela música, lembra daquele sorriso, daquele iniciozinho de briga... Mas não deixa de olhar lá pra frente, até onde tua vista conseguir – ou até onde você perceber que ainda estamos juntos!
Deixa o silêncio falar por nós: calar-se às vezes é a melhor música. Deixa nossos olhos falarem sozinhos, eles já são crescidos, sabem se comunicar sem a ajuda dos lábios! Deixe a boca passear por aí... Ela não há de se perder... E, se ela se perder, perde-se-á em doces devaneios! Vamos, babe, confia na tua mulher! Ela sabe o que está dizendo. (E se ela não souber, vai se machucar tanto quanto você. Vale a pena arriscar!).
Empurra-me logo do penhasco da existência, já é hora de aprender a voar.
Vê se me ensina a me amar te amando simultaneamente.
Grita bem alto a tua liberdade, deixa os deuses saberem da tua força de humano! Grita pra eles que o jeito que tu ama, só é viável para humanos! Zomba deles! Mas zomba de leve. Zomba como um amigo zomba do outro, afinal de contas, os deuses são teus amigos bem íntimos, e por ti têm um apreço fora dos padrões humanos! (Prova disso é o quanto tens sorte nessa vida!)
Chega de lenga-lenga, de lero-lero... Eles não combinam com o tic-tac frenético do relógio. O tempo passa, amigo!
Vamos juntos, parar de querer pensar no fim, ele se perdeu pelo caminho, e quando ele nos encontrar, sejamos amistosos – com ele e conosco. Vamos indo, vamos rindo, vamos juntos! Esquece a pressa, o atraso, a traição e o ontem. Olhemos pra frente e só pra frente! Deixemos o passado ser amigo só da lembrança. Ajuda-me a esquecer a angústia, a me esquivar da vaidade, vê se não se perde de mim... Sela aqui comigo o compromisso da felicidade. Compra-me uma cerveja, senta aqui do lado, me seca essas lágrimas e deixa o tempo trabalhar um pouco!




**Aceita o meu pedido gasto de desculpa e abre os braços de novo pra mim. Eu continuo querendo ser tua menina, mesmo com todos esses erros de mulher! Diz que ainda vem me visitar, diz? Diz que vem que eu faço cara de menina sapeca te amando como gente grande! =)**

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domingo, 19 de outubro de 2008

Para aquela que é pequenina e também gigante...

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Quão inútil é tentar amarrar o vento, né?
Quanto tempo perdido querendo achar o que nem ao menos foi escondido, porque, para dizê-lo curto e grosso, nem sequer existe - tão pouco existirá, creia-me.
Pra quê perder tanto tempo numa busca louca rumo ao nada?
Que bom é perceber que não vale a pena, né!? Não só perceber que não VALE a pena, mas atentar-se para o fato que não VALEU e não VALERÁ... E sentir o gosto doce dessa descoberta e o cheiro da empolgação rumo à mudança é quase como um orgasmo!
Apresento, amiga querida, por meio deste singelo texto, minha incomensurável alegria por perceber-te assim, tão maior, tão mais gente, tão mais mulher!
Convido-a, humildemente, para embriagar-mo-nos com essa tão deliciosa bebida que é a descoberta de si! Talvez, pela primeira vez, você beba mais que eu... Mas não faz mal, eu vou compensando pelos bares! =)
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P.S.: I just love you, darling! Thank ya! =)

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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Sobre Deus...

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Há um bom tempo, venho planejando escrever algo sobre Deus... Mas, tudo que me vinha à mente me parecia tão sórdido, tão cru... Como um amigo virtual disse-me um dia, 'não preciso agredir os outros para expôr minhas crenças'. (Não com essas exatas palavras, mas com esse sentido) Ainda assim, essa idéia continuo vagando insistentemente pela minha cabeça... Decidi, então, utilizar-me de trechos de livros que li, ou de músicas que ouvi para expô-lo, curto e grosso. Sem mais delongas, ei-los!

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"No começo do Gênese está escrito que Deus criou o homem para reinar sobre os pássaros, os peixes e os animais. É claro, o Gênese foi escrito por um homem e não por um cavalo. Nada nos garante que Deus desejasse realmente que o homem reinasse sobre as outras criaturas. É mais provável que o homem tenha inventado Deus para santificar o poder que usurpou da vaca e do cavalo. O direito de matar um veado ou uma vaca é a única coisa sobre a qual a huanidade inteira manifesta acordo unânime, mesmo durante as guerras mais sangrentas. Esse direito nos parece natural porque somos nós que estamos no alto da hierarquia. Mas bastaria que um terceiro entrasse no jogo, por exemplo, um visitante de outro planeta a quem Deus tivesse dito: 'Tu reinarás sobre as criaturas de todas as outras estrelas', para que toda a evidência do Gênese fosse posta em dúvida. O homem atrelado à carroça de um marciano - eventualmente grelhado no espeto por um habitante da Via-Láctea - talvez se lembrasse da costeleta de vitela que tinha o hábito de cortar em seu prato. Pediria então (tarde demais) desculpas à vaca."

[Milan Kundera - A insustentável leveza do ser]


**Aí, alguém vira pra mim e diz: "Ora, Senhorita Hipócrita, como ousa dizer isso, se você mesma farta-se de carne no almoço?"
E eu, tranquila como uma grila, respondê-lo-ei: Pelo menos, amigo pseudo-humanista, eu não tenho o agravante da fé que, ironica e paradoxalmente, nos diz que cada animalzinho foi meticulosamente criado, com o mesmo amor com o qual nós humanos também o fomos. Se assim acontece, se o mesmo amor deu origem a homens e animais, porque cargas d'água o cristão insiste em achar que pode matar o pobre animal? Dessa crença eu não compartilho, e, portanto, abstenho-me de qualquer culpa quando estou almoçando. Como carne por que, enquanto animal, faço parte de uma cadeia alimentar e, claro, porque sou acometida por questões culturais que não me permitiram escolha quanto ao vício da carne!!! E para fechar, cito Raduan Nassar: "Saiba ainda que faço um monte pr'esse teu papo, e que é só por um princípio de higiene que não limpo a bunda no teu humanismo; já disse que tenho outra vida e outro peso (...) e isso definitivamente não dá pauta pra tua cabecinha!"**



Voltando ao assunto inicial....


"Ele tem fé e acha que essa é a chave de tudo. Segundo ele, cada um de nós deve levar a vida de cada dia seguindo as normas da religião, sem levar em conta o regime. Devemos ignorá-lo. Segundo ele, se acreditamos em Deus, somos capazes de instaurar com nossa conduta, em qualquer situação, o que chama de "Reino de deus sobre a terra". Explica-me que a igreja é, em nosso país, a única associação voluntária, e a única que escapa ao controle do Estado. Pergunto-me se ele é praticante para melhor resistir ao regime ou se ele realmente crê. (...)
Sempre admirei os que têm fé. Acho que eles possuem o estranho dom de uma percepção extra-sensorial, que me foi recusado. Mais ou menos como os videntes. Percebo agora (...) que, na realidade, é muito fácil ter fé. (...) Talvez tenha se convertido por um sentimento de gratidão. As decisões humanas são incrivelmente fáceis." [Milan Kundera - A insustentável leveza do ser]


"Quando era garoto e folheava o Antigo Testamento para crianças (...) via nele o bom Deus em cima de uma nuvem. Era um velho senhor, tinha olhos, nariz, uma longa barba, e eu dizia a mim mesmo que, como tinha boca, devia comer. Se comia, devia ter intestinos. Mas essa idéias logo me assustava, porque, apesar de pertecer a uma família pouco católica, sentia o que havia de sacrilégio nessa idéia dos intestinos do Bom Deus. Sem o menor preparo teológico, a criança que eu era naquela época compreendia espontaneamente que existe uma imcompatibilidade entre a merda e Deus, e, por dedução, percebia a fragilidade da tese fundamental da antropologia cristã, segundo a qual o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus.
Das duas uma: ou o homem foi criado à imagem e semelhancça de Deus - e então Deus tem intestinos -, ou Deus não tem intestinos e o homem não se parece com ele.
Os antigos gnósticos pensavam tão claro como eu aos cinco anos. Para resolver esse maldito problema, Valentino, Grão-Mestre da Gnose do século II, afirmava que Jesus 'comia, bebia, mas não defecava'.
A merda é um problema teológico mais penoso que o mal. Deus dá liberdade ao homem e podemos admitir que ele não seja o responsável pelos crimes da humanidade. Mas a responsabilidade pela merda cabe inteiramente àquele que criou o homem, somente a ele (...)
O debate entre os que afirmam que o universo foi criado por Deus e aqueles que pensam que o universo apareceu por si mesmo implica coisas que vão além de nossa compreensão e experiência. Muito mais real é a diferença entre aqueles que constestam a existência tal como foi dada ao homem (pouco importa como e por quem) e aqueles a aderem a ela sem reservas!" [Idem]


"Deus. Sempre pronuncio esse nome, ao pensar naquilo. Deus. Duas vezes, eu repito. Digo o nome d'Ele na vã tentativa de compreender. 'Mas não é sua função compreender.' Essa sou eu respondendo. Deus nunca diz nada. Você acha que é a única pessoa a quem Ele nunca responde?"
[Markus Zusak - A menina que roubava livros]


"Eu meditava, me dissipava, ardia nas paixões da carne e tu calavas..."
[S. Agostinho, sobre Deus]


"Eu estive lá. Na gargalhada. No pó. Estive aquém de mim. No cesto. Na mó. Estava sujo e nu. E o que eu via era deus, escuro e sórdido como eu. E então? Então, ríamos. E foi só!"
[Hilda Hilst - Estar sendo ter sido]


"O homem, em seu orgulho, criou a Deus a sua imagem e semelhança." [Friedrich Nietzsche]


"Nós consideramos Deus como um piloto considera o pára-quedas dele; está lá para emergências mas ele espera nunca ter que usá-lo." [Lewis]


"Sonhos são como deuses... Quando não se acredita neles, deixam de existir." [Moska]


E pra fechar com chave de ouro, creio que Clarice seria perfeito, já que o pressuposto dela é que o fim jamais demarca o final das coisas.. Que as entrelinhas e que o subentendido falam mais do que outra coisa 'comunicante'... Fecho com Clarice porque tenho em mente terminar meu post dando início a uma qualquer-coisa-sem-nome-definido.


"Enquanto eu imaginar que "Deus" é bom só porque eu sou ruim, não estarei amando a nada: será apenas o meu modo de me acusar. Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário, e ao meu contrário quero chamar de Deus. Eu, que jamais me habituarei a mim, estava querendo que o mundo não me escandalizasse. Porque eu, que de mim só consegui foi me submeter a mim mesma, pois sou tão mais inexorável do que eu, estava querendo me compensar de mim mesma com uma terra menos violenta que eu. Porque enquanto eu amar a um Deus só porque não me quero, serei um dado marcado, e o jogo de minha vida maior não se fará. Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe."

[Felicidade Clandestina - Clarice Lispector]


**Perceba, amigo visitante, não cabe aqui apontar em quê ou em quem acredito, tão pouco ferir-lhe os lindos sentimentos, até porquê, babe, eu creio na existência, não da forma convencional cristã-ocidental (isso é pleonasmo?), mas creio. Cabe aqui expôr minhas impressões sobre o assunto, que poderia ter sido futebol, cerveja, política, psicologia ou qualquer outro, mas que, por preferências minhas, foi sobre Deus/Religião e até com uma pitada extra (veja como sou generosa) de anti-vegetarianismo-por-questões-pseudo-humanas!!!
Deleite-se, queridinho. E xingue-me ou faça gestos obscenos pra mim, se achar pertinente. Adoro compartilhar copropraxias e coprolalias.
[Que meu professor de Psicopatologia não leia isso!!!]**
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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

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Eu gosto de sentar no chão. De fumar tomando café. De cerveja. De músicas. De livros. De filmes. De dormir. Não gosto de verduras, mas tenho tara por cenoura e beterraba. Gosto do gostar, mas tenho lá uma intimidade com o não-gostar... Choro com uma freqüência considerável, como aconteceu ontem, por exemplo. Choro por nada, choro por tudo... Choro! Sorrio também, ora bolas. E sorrio até demais! Sorrio... Gargalho... E as vezes desidrato de tanto chorar... A saber, eu vivo! Que mais não seja, essa foi uma descoberta um tanto recente. Coisa de uns seis anos. Gosto de rede, de silêncio, de sexo, de abraço. Quero ter um filho e uma filha e gosto de meninos e meninas. Gosto de estudar Psicologia e gosto até da Universidade, pasme! Gosto de Pink Floyd e de Facção Central... Há mal nisso? Gosto de Abba e de Iggy Pop também. E de Doors e de Cordel e de Galinha Preta. E de um milhão de bandas, de um extremo a outro. Ah, eu amo também... Amo e amo muito! Amo, amei, amarei! Não sei se sou amada, se fui amada, se serei amada... Sei que amo e de tanto amar, sinto a vida pulsar em cada trivialidade! Tenho família, tenho amigos, tenho um blog, tenho cigarros... Tenho saudade, tenho dor, tenho coração, tenho psiquismo... Tenho tempestuosos momentos, tenho êxtases de alegrias, tenho calor, tenho ventilador... Não tenho dinheiro, nem emprego, nem carro, mas tenho um namorado... Tenho o sol quentinho das sete da manhã, tenho o ventinho das cinco da tarde, tenho praças, tenho calçadas... Tenho um arsenal de clichês, de pleonasmos, de redundâncias, de prolixias, de neologismos... Tenho um arsenal de gestos bonitos e um arsenal de obscenidades... Eu tenho a mim e tenho meus caminhos... Tenho passados, tenho presentes, tenho vivências, experiências, carências... Tenho a incerteza do futuro e isso me excita... Ah, eu tenho libido também... Alguns no mundo devem saber... Talvez algumas também... Tenho fome e não sei cozinhar, mas nunca morri de fome! Tenho preguiça e disposição. Tenho sede e água. Tenho frio e cobertor. Tenho vida e morte. Ódio e amor. Sono e cama. Eu e mim. Tênue. Tenho!


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**Espero que, um dia, nós possamos nos dar a chance de pôr, debruçados sobre uma mesa de bar, todos os nossos medos e conflitos, para que, rindo, bebendo e com uma ótima companhia, possamos ver o quão forte e estranho fomos, somos e seremos!**

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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Coisas de família: Fragmentos de uma briga!

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Desentendimento. Excitação na voz. Aumento assustador da tensão. Contato físico. Porrada. Xingamento. Ameaça. Dois bichos disfarçados de irmãs. Mais porrada. Arranhões. Chutes. Murros. Sangue. Dois minutos de aparente paz. Reinício de briga. Desespero. Nervosismo. Impotência. Mais xingamentos. Mais arranhões. Mais chutes. Mais socos. Rostos desfigurados. Sangue jorrando aqui dentro. Mais sangue. Grito. Mais grito. Aflição. Grito. Aflição. Lágrima. Grito. Desesperança. Discórdia. Mãos tremendo. Resquícios de ódio. Lembrança da doce infância. Silêncio. Cheiro de ódio. Desânimo. Rastro de discórdia. Uma lá, a outra cá... E as duas longe! Cólera. Hematomas por resto da vida. Problematização. E a paz saiu pra comprar cigarros há muito tempo, sem previsão de volta.



P.S.: Em negrito, são sensações e impressões minhas...


Diálogos aleatórios...

Savana: Eu tô sozinha em casa...

Alguém: “Opa, vamos fazer uma festa, então!!”

Savana: Não, pô, não dá!

Alguém: "Ora, porque não dá?"

Savana: Porque tá todo mundo aqui... Mas eu tô sozinha em casa!!!



Um P.S. necessário...

Foi desesperador pedir o abraço de um dos membros da família e recebê-lo frio, inútil, falso... E ainda, no meio do abraço, enquanto eu me desfazia em lágrimas, sentir os braços me soltarem e ouvir a frase-tortura: “Caraca, deixei minha comida queimar!” [Reticências]

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E, pra finalizar, uma ponta de esperança insiste em mostrar a face machucada... Um dia, toda essa pseudo-paz e esse conformismo transforma-se-ão em resiliência!!!
[Saudade da infância!]

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sábado, 20 de setembro de 2008

A menina que roubava livros...

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Conversando esses dias com meus primos sobre livros, indiquei que lessem "A menina que roubava livros", de Markus Zusak. Acabei por me empolgar loucamente para lê-lo de novo, mas como já tenho uns trinta mil livros na fila, não poderei ler novamente por agora... [Pelo menos não nos próximos 57,5 anos!]
Ainda assim, não pude conter a empolgação e resolvi postar alguns trechos que eu me lembre terem sido beeem fortes durante a leitura (fora o final, claro).

Antes de mais nada, é preciso que se faça uma pequena apresentação sobre o livro. Bom, a narradora é, ninguém mais ninguém menos: a MORTE. O contexto da história: a Alemanha Nazista. O livro conta a história de uma menina encantadora - Liesel Meminger. A mistura entre a inocência de Liesel com o toque de poesia bucólica da Morte, dão um toque triste de doçura -ou um toque doce de tristeza, como preferir. A melancolia e a realidade grotesca da guerra, embora assustem e causem repulsa, dão um toque sublime à linda história dessa garotinha. Ela é forte, inteligente, esperta, guerreira... Mas não deixa de ser uma criança, com toda a inocência cabível para sua idade. E isso te faz faz oscilar entre os dois extremos: a inocência e a guerra!
Um pequeno desenho feito por ela:

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"Alguns (personagens) apenas passam por sua vida, outros a acompanham até que não lhes seja mais possível, outros estão mais perto do que parecem. Mas só quem está a seu lado por todas as 500 páginas, só quem testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia todos irão conhecê-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena!"



Bem, se mais delongas, comecemos com uma pequena apresentação da nossa ilustríssima narradora!




"• EIS UM PEQUENO FATO •


Você vai morrer.


Com absoluta sinceridade, tento ser otimista a respeito de todo esse assunto, embora a maioria das pessoas sinta-se impedida de acreditar em mim, sejam quais forem meus protestos. Por favor, confie em mim. Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo.



• REAÇÃO AO FATO SUPRACITADO •


Isso preocupa você?


Insisto — não tenha medo.

Sou tudo, menos injusta.

— É claro, uma apresentação.

Um começo.

Onde estão meus bons modos?

Eu poderia me apresentar apropriadamente, mas, na verdade, isso não é necessário. Você me conhecerá o suficiente e bem depressa, dependendo de uma gama diversificada de variáveis. Basta dizer que, em algum ponto do tempo, eu me erguerei sobre você, com toda a cordialidade possível. Sua alma estará em meus braços. Haverá uma cor pousada em meu ombro. E levarei você embora gentilmente. Nesse momento, você estará deitado(a). (Raras vezes encontro pessoas de pé.) Estará solidificado(a) em seu corpo. Talvez haja uma descoberta; um grito pingará pelo ar. O único som que ouvirei depois disso será minha própria respiração, além do som do cheiro de meus passos. A pergunta é: qual será a cor de tudo nesse momento em que eu chegar para buscar você? Que dirá o céu? Pessoalmente, gosto do céu cor de chocolate. Chocolate escuro, bem escuro. As pessoas dizem que ele condiz comigo. Mas procuro gostar de todas as cores que vejo o espectro inteiro. Um bilhão de sabores, mais ou menos, nenhum deles exatamente igual, e um céu para chupar devagarinho. Tira a contundência da tensão. Ajuda-me a relaxar."



Um pequeno trecho do Diário da Morte:

"Nunca me esquecerei do primeiro dia em Auschwitz, da primeira vez em Mauthausen. Nesse segundo local, com o correr do tempo, também passei a pegá-los no fundo do grande penhasco, onde suas fugas acabavam terrivelmente mal. Havia corpos quebrados e meigos corações mortos. Ainda assim, era melhor do que o gás. Alguns deles eu apanhava ainda a meio caminho da descida. Salvei você, pensava comigo mesma, segurando suas almas no ar, enquanto o resto de seu ser — suas carcaças físicas — despencava na terra. Eram todos leves, como cascas de nozes vazias. E um céu enfumaçado nesses lugares. O cheiro fazia lembrar uma fornalha, mas ainda muito frio. Estremeço ao recordar — ao tentar desrealizar aquilo. Bafejo ar quente nas mãos, para aquecê-las. Mas é difícil mantê-las aquecidas quando as almas ainda tiritam. Deus. Sempre pronuncio esse nome, ao pensar naquilo. Deus. Duas vezes, eu repito. Digo o nome d'Ele na vã tentativa de compreender. "Mas não é sua função compreender." Essa sou eu respondendo. Deus nunca diz nada. Você acha que é a única pessoa a quem Ele nunca responde?E eu paro de me escutar, porque, para dizê-lo curto e grosso, eu canso a mim mesma. Quando começo a pensar desse jeito, fico inteiramente exausta e não tenho o luxo de me entregar à fadiga. Sou obrigada a continuar, porque, embora isso não se aplique a todas as pessoas da Terra, é verdade para a vasta maioria: a morte não espera por ninguém — e, quando espera, em geral não é por muito tempo."


Dominós e Trevas (Nessa parte eu parei uns 30 minutos pra refletir sobre o trecho em negrito.)

"Quando terminou a quarta partida de dominó, Rudy começou a en-fileirar as pedras na vertical, criando desenhos que serpenteavam pelo chão da sala. Como era seu hábito, também deixou alguns espaços, para o caso de haver interferência do dedo travesso de uma das irmãs, o que geralmente acontecia.

— Posso derrubar eles, Rudy?

— Não.

— E eu?

— Não. Todos vamos derrubá-los.

Rudy montou três formações separadas, que levavam à mesma torre de dominós no centro. Juntos, eles observariam o desmoronamento de tudo que fora tão cuidadosamente planejado, e todos sorririam ante a beleza da destruição. (...)
— A gente pode acender uma vela, Rudy?

Era uma coisa que o pai fizera muitas vezes com eles. Apagava a luz e todos viam os dominós caírem à luz da vela. De algum modo, isso tornava o acontecimento mais grandioso, um espetáculo maior."



Mais reflexões da morte...

"Provavelmente, é lícito dizer que, em todos os anos do império de Hitler, nenhuma pessoa pôde servir ao Führer com tanta lealdade quanto eu. O ser humano não tem um coração como o meu. O coração humano é uma linha, ao passo que o meu é um círculo, e tenho a capacidade interminável de estar no lugar certo na hora certa. A conseqüência disso é que estou sempre achando seres humanos no que eles têm de melhor e de pior. Vejo sua feiúra e sua beleza, e me pergunto como uma mesma coisa pode ser as duas. Mas eles têm uma coisa que eu invejo. Que mais não seja, os humanos têm o bom senso de morrer."



A frase da contra-capa:

"Quando a Morte conta uma históra, você deve parar para ler!"

E a última nota da nossa amiga:






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P.S.: Peloamordequalquercoisa, leiam esse livro!!!

sábado, 13 de setembro de 2008

A carta de despedida...

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E agora, sem muito pesar ou qualquer resquício de dificuldade, eu posso afirmar, com todas as letras, que eu finalmente achei o que tão arduamente eu vinha procurando, e não há Deus no mundo capaz de me perdoar se eu, num ato insano, cometer o pecado de deixar o meu pequeno grande tesouro me escapar por entre os dedos.
Todo esse meu sentimentalismo piegas me dá margem pra dizer que eu amo tudo em você... E é esse mesmo sentimentalismo que vou debruçar em toda mesa de bar que eu frequentar daqui pra frente, na inocente tentativa de lembrar do teu abraço(!).
Façamos uma promessa: eu não me esqueço de você e você não esquece de mim... E se o acaso, que numa brincadeira cismou em nos unir, inventar de querer nos separar, lembremo-nos dos ótimos momentos que passamos juntos... E mesmo que os nossos caminhos se bifurquem e nossos corpos não conseguirem se unir de novo, hei de torcer para que permaneçamos unidos pela lembrança de cada segundo que dividimos, seja nas noites frias, seja no suor da cama, seja no banco aconchegante das praças...
Se nós conseguirmos cumprir essa promessa, nosso destino - inevitavelmente - será: você lá, eu cá e nós dois sempre unidos por uma força que transcende os limites de qualquer contato físico. À essa força dê o nome que quiser, mas no meu vocabulário ela se chama Amor... Simples e sublime assim!

( Savana Dantas)

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P.S.: Nessa última figura, há algumas palavras na parte inferior... Elas dizem o seguinte: "If you really want to touch someone, send them a letter."

P.P.S.: Mais perfeito que isso, só dois disso!!!

sábado, 6 de setembro de 2008

Algumas lembranças...

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Hoje é sábado. Um sábado solitário, mas gostoso... Tem gostinho de nostalgia com uma pitada sutil de melancolia e um cheiro adocicado de saudade! Ah... A saudade! Que cheiro embriagante!
Estou, cá, pensando com meus botões... Lembrando de algumas coisas...
E hoje é sábado... Se ele estivesse aqui, tudo seria diferente. Se ele estivesse aqui, o dia seria mais ou menos assim:
Depois de assistir à duas cansativas aulas na faculdade, eu iria pra casa, comeria alguma coisa, tomaria um belo banho, me produziria pra ele e iria esperá-lo na frente da nossa distribuidora de bebidas preferida. Ele me faria esperar uns bons quase 30 minutos e enquanto eu estivesse à espera, entorpeceria-me n'um misto de ansiedade e agonia. Provavelmente me distrairia escrevendo algumas bobagens (como esta) na agenda e compraria uma cerveja, que beberia enquanto estaria fumando um cigarro. Ele chegaria, saltitante, serelepe... Nós nos abraçaríamos longamente e depois de um doce beijo com gosto de halls, nós falaríamos sobre nossas saudades, nossas vontades... À essa altura, minha primeira cerveja já teria acabado e nós, instantaneamente, levantaríamos e iríamos rumo à distribuidora comprar mais... Sentaríamos naquele mesmo velho banco que tanto testemunhou confissões, promessas (...) e beberíamos aquelas cervejas com tamanho gosto, como se essas fossem as últimas do mundo. Conversaríamos sobre diversos assuntos que, vez por outra, inevitavelmente, seriam interrompidos por longos e atrevidos beijos! Ele me elogiaria e eu abriria um largo sorriso. Meus olhos provavelmente brilhariam e o coração bateria n'um ritmo diferente. Me abraçando, ele diria o quanto é bom estar comigo e minha boca, n'um reflexo tímido, simplesmente diria "idem", enquanto meu corpo inteiro daria um pulo de alegria ao ouvir aquelas palavras. Eu o beijaria longamente, já que as palavras me faltariam à boca e nela só me restaria uma louca vontade de encontrar aqueles lábios! Depois de algumas cervejas, eu ficaria apertada pra fazer xixi e nós nos locomoveríamos até o banheiro público da praça do relógio... Nos separaríamos por uns instantes, já que homens não são permitidos nos banheiros femininos e virce-versa... Ao entrar no banheiro, deparar-me-ia com o espelho, que me mostraria um sorriso imenso estampado na face e no olhar! Depois, faria o que fui fazer no banheiro e ele já estaria me esperando do lado de fora. Lá dentro desse lado de fora, nós nos beijaríamos gostosamente e eu provavelmente ouviria algumas coisas bem interessantes no ouvido (...)! Nós voltaríamos até a distribuidora, compraríamos mais cervejas e sentaríamos de novo no nosso amigo banco, cobertos apenas por algumas palmeiras e esse lindo céu que Brasília tem... Sentiríamos o cheiro das árvores, do amor, das fumaças dos churrasquinhos preparados não muito longe de nós... Tudo isso ao som de buzinas de carros, de músicas irritantes nos bares próximos e da voz dele sussurrada no meu ouvido. Passaríamos boas horas sentados, conversando trivialidades, tomando cervejas, nos beijando, sentindo inocentemente as nossas peles se encostando e ficando cada vez mais quentes...
Depois dessas ótimas horas de deleite no banco de uma praça, procuraríamos algum lugar para passarmos a noite. Andaríamos a esmo e ele me perguntaria pra onde eu quereria ir e o quê quereria fazer... Com um ar de 'reticências' na face, eu responderia à pergunta jogando ela de volta para ele. Diante da recíproca falta de resposta, nós continuaríamos andando e ficaríamos migrando de convenciência em conveniência para comprar mais cervejas. Acabaríamos achando algum lugar para dormir, ou melhor, para não dormir (...) e assim o faríamos: Não dormiríamos! Seja por pernoitarmos na rua, seja por pernoitarmos no paraíso (reticências)!
Se pernoitássemos na rua, passaríamos um frio nervoso e ficaríamos a noite toda tentando, juntos, vencer o gelo... Se pernoitássemos no paraíso, passaríamos um calor nervoso e ficaríamos a noite toda tentando, juntos, manter a chama acesa... (Cabe um segredo: provavelmente nós conseguiríamos!!!)
Se passássemos a noite na rua, divagaríamos sobre milhares de assuntos, ou talvez discutiríamos um pouco. Depois de uma longa madrugada, provavelmente eu adormeceria nos braços dele, exausta, feliz... Se passássemos a noite no paraíso, nos amaríamos como loucos, nos devoraríamos, transformaríamos nós dois n'um só, ele dentro de mim e eu dentro dele... Nadaríamos n'um oceano de suor, eu me afogaria, ele me salvaria... Viraríamos dois náufragos, na ilha perdida dos devaneios... 'Nadaríamos'... 'Nadaríamos' muito, até que, cansados, chegaríamos até a 'terra firme' e, despidos e ainda molhados, deitaríamos na areia, minha cabeça no peito dele e o peito dele ofegante... Recuperado o fôlego, nos perderíamos um no olhar do outro e proferiríamos palavras nascidas do mais sublime dos pensamentos, ao som doce de uma boa música brasileira qualquer... Nos perderíamos um no olhar do outro e nos encontraríamos mais à frente, um no coração do outro! Nos amaríamos de novo e de novo e de novo e de novo... Até que, exaustos, cairíamos n'um sono gostoso, aliviado e nos encontraríamos mais uma vez, eu no sonho dele, ele no meu! Acordaríamos felizes, encantados, descrentes... E eis que um café da manhã na cama estaria a me esperar! (=D) Alimentaríamos, juntos, os nossos corpos, depois de tanto ter alimentado nossas almas!
À essa altura do campeonato, já seria domingo e não seria mais pertinente continuar descrevendo essas coisas, já que hoje é só sábado ainda... Um sábado solitário, mas gostoso... Com gostinho de nostalgia mais uma pitada sutil de melancolia e um cheiro adocicado de saudade...!
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**Como não poderia deixar de faltar... Fica um P.S.: E nenhum dinheiro no mundo pode pagar a harmônica combinação de cama, cervejas, Nova Brasil FM (risos), toques e beijos olhísticos...! =)
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Em consonância com os tais dos 'beijos olhísticos", fica outro P.S. pra sair da rotina: "Ninguém adivinharia jamais que 'Otávio' a beijaria nas pálpebras uma vez, que ele sentira nos lábios os seus cílios e que sorriria por isso. E milagrosamente ela compreendera tudo sem que falassem. Ninguém saberia que um dia tinham se querido tanto que haviam permanecido mudos, sérios, parados. Dentro de cada um deles, acumulavam-se conhecimentos nunca devassados por estranhos. Ele fora embora um dia. Mas não importava tanto. Ela sabia que entre os dois havia "segredos", que ambos eram irremediavelmente cúmplices. Se fosse embora, se amasse outra mulher, iria embora e amaria outra mulher para participar-lhe depois, mesmo que nada lhe contasse." [Clarice Lispector, em Perto do Coração Selvagem]
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terça-feira, 26 de agosto de 2008

Apresento-lhes o estrangeiro!

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Eu acordo sentindo teu cheiro, depois de passar a noite toda sonhando com a tua boca passeando tranquila e ousada pelo meu corpo nu em pêlo...

Minhas mãos não me lembram outra coisa senão os teus cabelos... Esses mesmos cabelos que me servem de playground onde eu poderia passar todo o meu dia a brincar...

Teus olhos são como labirintos que eu, por desconhecer o caminho, fica perdida numa nova dimensão...

Tua voz é como música p'ros meus ouvidos tão atentos e teu sotaque dá o toque final pra melodia ficar perfeita...

Teu ombro e teu tórax são como colchões que me oferecem os mais deliciosos dos deleites... São aconchegantes mas sugestivos e acabam por me tirar o sono...

Tuas pernas.. Ah tuas pernas! São como correntes que me enroscam, me prendem sem me sufocar... Tu me vens com as chaves nas mãos, mas tudo que eu menos quero é me desvencilhar dessas correntes...

Tu... Tu inteiro me põe em pedaços, me cola, me arde, me dá cor! Tu inteiro me esquenta, me sustenta, me alimenta, me atormenta...
E eu em pedaços, fico cá, te querendo, te comendo, te sendo, te vivendo!



E tudo que eu mais quero é não cometer a loucura de soltar da tua mão...



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