quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Uma pitada de bipolaridade, por favor!

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Quanta indecisão! Jarros e mais jarros transbordando uma mistura homogênea de confusão e lágrima.
Que dúvida! Que dívida! Que lástima!
Doses e doses de perguntas sem respostas engolidas à seco, sem limão nem sal pra disfarçar a queimação e o gosto amargo! Pedaços e mais pedaços de mim escondidos embaixo dos tapetes...
Sem cola, sem cor, sem volta!
Tristeza camuflada em traição... Bebedeiras que constroem o destruído e destroem o construído!
Sem nota, sem canudo, sem conteúdo!
Sobra vazio e falta espaço pra esperança... E a espera, essa companheira incoveniente, me abre as portas, a guela, as janelas e me traz, sem esperar convite, a tal da dona Saudade... Essa mesma senhora sem escrúpulos que, diariamente, me aparece e me fere a face, o peito e a dignidade!
E essas duas desalmadas me invadem a casa, sentam no meu sofá, tomam do meu café, me roubam os cigarros e ainda me jogam numa situação tão diminuta que até uma pulga me pisaria a cabeça!!
À essa altura, as lágrimas já não descem como antes... Agora, ao invés de expulsarem-se de mim, elas são o líquido que lubrificam os mecanismos que me mantêm em movimento!

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**Aaaarrê! Esse foi triste**

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Vamo nessa, babe?!

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Vamos andando! Pega minha mão e me leva pra passar um tempo com a vida – só pra variar um pouco!
Chega de esperar o acaso agir de novo – a parte dele já foi feita: uniu-nos!
Abraça-me bem forte e me ajuda a engolir todos esses medos. Deixa-me fechar seus olhos, fazê-los revirar... Injeta-me um pouco mais de ousadia e atrevimento. Joga em mim o teu suor, me deixa escorregar tal qual menina.
Vamos secar essas lágrimas de uma vez, deixa a chuva se encarregar de molhar e, se ela insistir em não chegar, como aqui em Brasília, deixa esse trabalho pro nosso suor! Só não gastemos as gotas de lágrimas, querido! Temos um chuveiro, uma mangueira... Água não há de faltar!
Chega de sofrer pela distância... Não vale a pena! Deixa-a pensar que incomoda. É até bem fácil enganá-la, você vai ver! Até porquê, sem ela, o que seria da saudade? Juntas, elas hão de querer nos derrubar, mas nossa força é maior, só precisamos ficar juntos. Ajuda-me a insultar essa distância e nocautear essa saudade. Vamos dar um passeio pela vida e um tapa nessa nossa covardia.
Vamos, esquece as bobagens que passaram. Isso tudo já passou, afinal de contas!
Olha pra cima, olha o céu. Que doçura, não!? Lembra lá dos nossos beijos que a lua banhou com uma luz tão sublime, tão sutil, que nos deixou numa penumbra perfeita para o amor!
Presta atenção naquela música, lembra daquele sorriso, daquele iniciozinho de briga... Mas não deixa de olhar lá pra frente, até onde tua vista conseguir – ou até onde você perceber que ainda estamos juntos!
Deixa o silêncio falar por nós: calar-se às vezes é a melhor música. Deixa nossos olhos falarem sozinhos, eles já são crescidos, sabem se comunicar sem a ajuda dos lábios! Deixe a boca passear por aí... Ela não há de se perder... E, se ela se perder, perde-se-á em doces devaneios! Vamos, babe, confia na tua mulher! Ela sabe o que está dizendo. (E se ela não souber, vai se machucar tanto quanto você. Vale a pena arriscar!).
Empurra-me logo do penhasco da existência, já é hora de aprender a voar.
Vê se me ensina a me amar te amando simultaneamente.
Grita bem alto a tua liberdade, deixa os deuses saberem da tua força de humano! Grita pra eles que o jeito que tu ama, só é viável para humanos! Zomba deles! Mas zomba de leve. Zomba como um amigo zomba do outro, afinal de contas, os deuses são teus amigos bem íntimos, e por ti têm um apreço fora dos padrões humanos! (Prova disso é o quanto tens sorte nessa vida!)
Chega de lenga-lenga, de lero-lero... Eles não combinam com o tic-tac frenético do relógio. O tempo passa, amigo!
Vamos juntos, parar de querer pensar no fim, ele se perdeu pelo caminho, e quando ele nos encontrar, sejamos amistosos – com ele e conosco. Vamos indo, vamos rindo, vamos juntos! Esquece a pressa, o atraso, a traição e o ontem. Olhemos pra frente e só pra frente! Deixemos o passado ser amigo só da lembrança. Ajuda-me a esquecer a angústia, a me esquivar da vaidade, vê se não se perde de mim... Sela aqui comigo o compromisso da felicidade. Compra-me uma cerveja, senta aqui do lado, me seca essas lágrimas e deixa o tempo trabalhar um pouco!




**Aceita o meu pedido gasto de desculpa e abre os braços de novo pra mim. Eu continuo querendo ser tua menina, mesmo com todos esses erros de mulher! Diz que ainda vem me visitar, diz? Diz que vem que eu faço cara de menina sapeca te amando como gente grande! =)**

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domingo, 19 de outubro de 2008

Para aquela que é pequenina e também gigante...

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Quão inútil é tentar amarrar o vento, né?
Quanto tempo perdido querendo achar o que nem ao menos foi escondido, porque, para dizê-lo curto e grosso, nem sequer existe - tão pouco existirá, creia-me.
Pra quê perder tanto tempo numa busca louca rumo ao nada?
Que bom é perceber que não vale a pena, né!? Não só perceber que não VALE a pena, mas atentar-se para o fato que não VALEU e não VALERÁ... E sentir o gosto doce dessa descoberta e o cheiro da empolgação rumo à mudança é quase como um orgasmo!
Apresento, amiga querida, por meio deste singelo texto, minha incomensurável alegria por perceber-te assim, tão maior, tão mais gente, tão mais mulher!
Convido-a, humildemente, para embriagar-mo-nos com essa tão deliciosa bebida que é a descoberta de si! Talvez, pela primeira vez, você beba mais que eu... Mas não faz mal, eu vou compensando pelos bares! =)
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P.S.: I just love you, darling! Thank ya! =)

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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Sobre Deus...

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Há um bom tempo, venho planejando escrever algo sobre Deus... Mas, tudo que me vinha à mente me parecia tão sórdido, tão cru... Como um amigo virtual disse-me um dia, 'não preciso agredir os outros para expôr minhas crenças'. (Não com essas exatas palavras, mas com esse sentido) Ainda assim, essa idéia continuo vagando insistentemente pela minha cabeça... Decidi, então, utilizar-me de trechos de livros que li, ou de músicas que ouvi para expô-lo, curto e grosso. Sem mais delongas, ei-los!

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"No começo do Gênese está escrito que Deus criou o homem para reinar sobre os pássaros, os peixes e os animais. É claro, o Gênese foi escrito por um homem e não por um cavalo. Nada nos garante que Deus desejasse realmente que o homem reinasse sobre as outras criaturas. É mais provável que o homem tenha inventado Deus para santificar o poder que usurpou da vaca e do cavalo. O direito de matar um veado ou uma vaca é a única coisa sobre a qual a huanidade inteira manifesta acordo unânime, mesmo durante as guerras mais sangrentas. Esse direito nos parece natural porque somos nós que estamos no alto da hierarquia. Mas bastaria que um terceiro entrasse no jogo, por exemplo, um visitante de outro planeta a quem Deus tivesse dito: 'Tu reinarás sobre as criaturas de todas as outras estrelas', para que toda a evidência do Gênese fosse posta em dúvida. O homem atrelado à carroça de um marciano - eventualmente grelhado no espeto por um habitante da Via-Láctea - talvez se lembrasse da costeleta de vitela que tinha o hábito de cortar em seu prato. Pediria então (tarde demais) desculpas à vaca."

[Milan Kundera - A insustentável leveza do ser]


**Aí, alguém vira pra mim e diz: "Ora, Senhorita Hipócrita, como ousa dizer isso, se você mesma farta-se de carne no almoço?"
E eu, tranquila como uma grila, respondê-lo-ei: Pelo menos, amigo pseudo-humanista, eu não tenho o agravante da fé que, ironica e paradoxalmente, nos diz que cada animalzinho foi meticulosamente criado, com o mesmo amor com o qual nós humanos também o fomos. Se assim acontece, se o mesmo amor deu origem a homens e animais, porque cargas d'água o cristão insiste em achar que pode matar o pobre animal? Dessa crença eu não compartilho, e, portanto, abstenho-me de qualquer culpa quando estou almoçando. Como carne por que, enquanto animal, faço parte de uma cadeia alimentar e, claro, porque sou acometida por questões culturais que não me permitiram escolha quanto ao vício da carne!!! E para fechar, cito Raduan Nassar: "Saiba ainda que faço um monte pr'esse teu papo, e que é só por um princípio de higiene que não limpo a bunda no teu humanismo; já disse que tenho outra vida e outro peso (...) e isso definitivamente não dá pauta pra tua cabecinha!"**



Voltando ao assunto inicial....


"Ele tem fé e acha que essa é a chave de tudo. Segundo ele, cada um de nós deve levar a vida de cada dia seguindo as normas da religião, sem levar em conta o regime. Devemos ignorá-lo. Segundo ele, se acreditamos em Deus, somos capazes de instaurar com nossa conduta, em qualquer situação, o que chama de "Reino de deus sobre a terra". Explica-me que a igreja é, em nosso país, a única associação voluntária, e a única que escapa ao controle do Estado. Pergunto-me se ele é praticante para melhor resistir ao regime ou se ele realmente crê. (...)
Sempre admirei os que têm fé. Acho que eles possuem o estranho dom de uma percepção extra-sensorial, que me foi recusado. Mais ou menos como os videntes. Percebo agora (...) que, na realidade, é muito fácil ter fé. (...) Talvez tenha se convertido por um sentimento de gratidão. As decisões humanas são incrivelmente fáceis." [Milan Kundera - A insustentável leveza do ser]


"Quando era garoto e folheava o Antigo Testamento para crianças (...) via nele o bom Deus em cima de uma nuvem. Era um velho senhor, tinha olhos, nariz, uma longa barba, e eu dizia a mim mesmo que, como tinha boca, devia comer. Se comia, devia ter intestinos. Mas essa idéias logo me assustava, porque, apesar de pertecer a uma família pouco católica, sentia o que havia de sacrilégio nessa idéia dos intestinos do Bom Deus. Sem o menor preparo teológico, a criança que eu era naquela época compreendia espontaneamente que existe uma imcompatibilidade entre a merda e Deus, e, por dedução, percebia a fragilidade da tese fundamental da antropologia cristã, segundo a qual o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus.
Das duas uma: ou o homem foi criado à imagem e semelhancça de Deus - e então Deus tem intestinos -, ou Deus não tem intestinos e o homem não se parece com ele.
Os antigos gnósticos pensavam tão claro como eu aos cinco anos. Para resolver esse maldito problema, Valentino, Grão-Mestre da Gnose do século II, afirmava que Jesus 'comia, bebia, mas não defecava'.
A merda é um problema teológico mais penoso que o mal. Deus dá liberdade ao homem e podemos admitir que ele não seja o responsável pelos crimes da humanidade. Mas a responsabilidade pela merda cabe inteiramente àquele que criou o homem, somente a ele (...)
O debate entre os que afirmam que o universo foi criado por Deus e aqueles que pensam que o universo apareceu por si mesmo implica coisas que vão além de nossa compreensão e experiência. Muito mais real é a diferença entre aqueles que constestam a existência tal como foi dada ao homem (pouco importa como e por quem) e aqueles a aderem a ela sem reservas!" [Idem]


"Deus. Sempre pronuncio esse nome, ao pensar naquilo. Deus. Duas vezes, eu repito. Digo o nome d'Ele na vã tentativa de compreender. 'Mas não é sua função compreender.' Essa sou eu respondendo. Deus nunca diz nada. Você acha que é a única pessoa a quem Ele nunca responde?"
[Markus Zusak - A menina que roubava livros]


"Eu meditava, me dissipava, ardia nas paixões da carne e tu calavas..."
[S. Agostinho, sobre Deus]


"Eu estive lá. Na gargalhada. No pó. Estive aquém de mim. No cesto. Na mó. Estava sujo e nu. E o que eu via era deus, escuro e sórdido como eu. E então? Então, ríamos. E foi só!"
[Hilda Hilst - Estar sendo ter sido]


"O homem, em seu orgulho, criou a Deus a sua imagem e semelhança." [Friedrich Nietzsche]


"Nós consideramos Deus como um piloto considera o pára-quedas dele; está lá para emergências mas ele espera nunca ter que usá-lo." [Lewis]


"Sonhos são como deuses... Quando não se acredita neles, deixam de existir." [Moska]


E pra fechar com chave de ouro, creio que Clarice seria perfeito, já que o pressuposto dela é que o fim jamais demarca o final das coisas.. Que as entrelinhas e que o subentendido falam mais do que outra coisa 'comunicante'... Fecho com Clarice porque tenho em mente terminar meu post dando início a uma qualquer-coisa-sem-nome-definido.


"Enquanto eu imaginar que "Deus" é bom só porque eu sou ruim, não estarei amando a nada: será apenas o meu modo de me acusar. Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário, e ao meu contrário quero chamar de Deus. Eu, que jamais me habituarei a mim, estava querendo que o mundo não me escandalizasse. Porque eu, que de mim só consegui foi me submeter a mim mesma, pois sou tão mais inexorável do que eu, estava querendo me compensar de mim mesma com uma terra menos violenta que eu. Porque enquanto eu amar a um Deus só porque não me quero, serei um dado marcado, e o jogo de minha vida maior não se fará. Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe."

[Felicidade Clandestina - Clarice Lispector]


**Perceba, amigo visitante, não cabe aqui apontar em quê ou em quem acredito, tão pouco ferir-lhe os lindos sentimentos, até porquê, babe, eu creio na existência, não da forma convencional cristã-ocidental (isso é pleonasmo?), mas creio. Cabe aqui expôr minhas impressões sobre o assunto, que poderia ter sido futebol, cerveja, política, psicologia ou qualquer outro, mas que, por preferências minhas, foi sobre Deus/Religião e até com uma pitada extra (veja como sou generosa) de anti-vegetarianismo-por-questões-pseudo-humanas!!!
Deleite-se, queridinho. E xingue-me ou faça gestos obscenos pra mim, se achar pertinente. Adoro compartilhar copropraxias e coprolalias.
[Que meu professor de Psicopatologia não leia isso!!!]**
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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

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Eu gosto de sentar no chão. De fumar tomando café. De cerveja. De músicas. De livros. De filmes. De dormir. Não gosto de verduras, mas tenho tara por cenoura e beterraba. Gosto do gostar, mas tenho lá uma intimidade com o não-gostar... Choro com uma freqüência considerável, como aconteceu ontem, por exemplo. Choro por nada, choro por tudo... Choro! Sorrio também, ora bolas. E sorrio até demais! Sorrio... Gargalho... E as vezes desidrato de tanto chorar... A saber, eu vivo! Que mais não seja, essa foi uma descoberta um tanto recente. Coisa de uns seis anos. Gosto de rede, de silêncio, de sexo, de abraço. Quero ter um filho e uma filha e gosto de meninos e meninas. Gosto de estudar Psicologia e gosto até da Universidade, pasme! Gosto de Pink Floyd e de Facção Central... Há mal nisso? Gosto de Abba e de Iggy Pop também. E de Doors e de Cordel e de Galinha Preta. E de um milhão de bandas, de um extremo a outro. Ah, eu amo também... Amo e amo muito! Amo, amei, amarei! Não sei se sou amada, se fui amada, se serei amada... Sei que amo e de tanto amar, sinto a vida pulsar em cada trivialidade! Tenho família, tenho amigos, tenho um blog, tenho cigarros... Tenho saudade, tenho dor, tenho coração, tenho psiquismo... Tenho tempestuosos momentos, tenho êxtases de alegrias, tenho calor, tenho ventilador... Não tenho dinheiro, nem emprego, nem carro, mas tenho um namorado... Tenho o sol quentinho das sete da manhã, tenho o ventinho das cinco da tarde, tenho praças, tenho calçadas... Tenho um arsenal de clichês, de pleonasmos, de redundâncias, de prolixias, de neologismos... Tenho um arsenal de gestos bonitos e um arsenal de obscenidades... Eu tenho a mim e tenho meus caminhos... Tenho passados, tenho presentes, tenho vivências, experiências, carências... Tenho a incerteza do futuro e isso me excita... Ah, eu tenho libido também... Alguns no mundo devem saber... Talvez algumas também... Tenho fome e não sei cozinhar, mas nunca morri de fome! Tenho preguiça e disposição. Tenho sede e água. Tenho frio e cobertor. Tenho vida e morte. Ódio e amor. Sono e cama. Eu e mim. Tênue. Tenho!


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**Espero que, um dia, nós possamos nos dar a chance de pôr, debruçados sobre uma mesa de bar, todos os nossos medos e conflitos, para que, rindo, bebendo e com uma ótima companhia, possamos ver o quão forte e estranho fomos, somos e seremos!**

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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Coisas de família: Fragmentos de uma briga!

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Desentendimento. Excitação na voz. Aumento assustador da tensão. Contato físico. Porrada. Xingamento. Ameaça. Dois bichos disfarçados de irmãs. Mais porrada. Arranhões. Chutes. Murros. Sangue. Dois minutos de aparente paz. Reinício de briga. Desespero. Nervosismo. Impotência. Mais xingamentos. Mais arranhões. Mais chutes. Mais socos. Rostos desfigurados. Sangue jorrando aqui dentro. Mais sangue. Grito. Mais grito. Aflição. Grito. Aflição. Lágrima. Grito. Desesperança. Discórdia. Mãos tremendo. Resquícios de ódio. Lembrança da doce infância. Silêncio. Cheiro de ódio. Desânimo. Rastro de discórdia. Uma lá, a outra cá... E as duas longe! Cólera. Hematomas por resto da vida. Problematização. E a paz saiu pra comprar cigarros há muito tempo, sem previsão de volta.



P.S.: Em negrito, são sensações e impressões minhas...


Diálogos aleatórios...

Savana: Eu tô sozinha em casa...

Alguém: “Opa, vamos fazer uma festa, então!!”

Savana: Não, pô, não dá!

Alguém: "Ora, porque não dá?"

Savana: Porque tá todo mundo aqui... Mas eu tô sozinha em casa!!!



Um P.S. necessário...

Foi desesperador pedir o abraço de um dos membros da família e recebê-lo frio, inútil, falso... E ainda, no meio do abraço, enquanto eu me desfazia em lágrimas, sentir os braços me soltarem e ouvir a frase-tortura: “Caraca, deixei minha comida queimar!” [Reticências]

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E, pra finalizar, uma ponta de esperança insiste em mostrar a face machucada... Um dia, toda essa pseudo-paz e esse conformismo transforma-se-ão em resiliência!!!
[Saudade da infância!]

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