terça-feira, 30 de dezembro de 2008

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It's coming on Christmas...

They're cutting down trees,

They're putting up reindeer,

And singing songs of joy and peace...

I wish I had a river,

I could skate away on.

But it don't snow here,

It stays pretty green.

I'm going to make a lot of money

Then I'm going to quit this crazy scene.

I wish I had a river,

I could skate away on.

I wish I had a river so long...

I would teach my feet to fly!

I made my baby cry...

He tried hard to help me.

You know, he put me at ease

And he loved me so naughty.

Made me weak in the knees!

I wish I had a river

I could skate away on

I'm so hard to handle,

I'm selfish and I'm sad!

Now I've gone and lost the best baby

That I ever had.

Oh I wish I had a river,

I could skate away on...

I wish I had a river so long...

I would teach my feet to fly!

Oh I wish I had a river,

I could skate away on.

I made my baby say goodbye...

(...)
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Letra: Joni Mitchel. [Na voz da Peyroux fica foda!!]
Arte: Orlando Pedroso.

**Leila, muitas saudades!!!**

**À quem é de direito, ficam aqui as minhas desculpas!**

domingo, 28 de dezembro de 2008

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Olha, senta aí que eu quero vomitar umas palavras. Anda, pára de me olhar com essa cara de menino que vai levar bronca e vê se engole calado toda essa dor que eu tenho pra cuspir!
Tira essa armadura, anda! Tira logo, você sabe que sempre te preferi nu. Pára de fingir que não sabe do que estou falando, pára de fingir que não me ama, pára de fingir que não me deseja, pára de me obrigar a fingir que não te quero mais... Pára!
As coisas não são tão fáceis assim... Quem é que vai pagar pelas noites que eu perdi chorando no travesseiro, hein!? Quem é que vai me assoprar quando eu arrancar essa faca que você me enfiou com pingos do limão mais azedo!? Quem é que vai fazer curativo nesse coração que você esfregou numa pia com sabão de ácido?! Quem é que vai devolver os cabelos que eu arranquei nos dias do mais profundo desespero? Quem é que vai colar as unhas roídas, quem é que vai devolver o sono roubado pelos litros de café, quem é que vai pagar a conta do bar, quem é que vai compensar os cigarros fumados a esmo??? Me diz, quem?
Tá, eu sei que não tem mais “Eu & Você”... Que o tão sonhado “Nós” não existe mais e que nos restaram apenas alguns nós na garganta. Sei disso! Sei que nesses braços aqui você não entra mais, que essa minha boca não encosta mais na tua, que esse meu sexo não vai mais de encontro ao teu... Sei que desse meu amor gasto você não bebe mais!
Só que essa porra toda tá doendo demais e eu preciso jogar essa bomba de amor-não-resolvido bem na tua cara pra ver se me alivia essa ferida!

[Texto: Savana Dantas]
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[Arte: Orlando Pedroso]
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**"Tanto tempo de nós dois... Não sei porque pouco depois, não existe mais.
Tantas cartas já escritas, tantas noites mal dormidas...
Depois de tanto rabiscar em tudo, em qualquer lugar, seu nome e o meu!
Tudo que é seu está marcado... O seu retrato até molhado pelos beijos meus!
Seus cabelos, suas mãos, a sua voz com emoção... Eu guardo comigo!
E a vontade que senti de me enganar que te esqueci, não fez sentido!
A saudade não contada, toda lágrima calada... Eu não posso guardar!"

[Letra: Milton Carlos]
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**"Lembra, lembra, lembra... Cada instante que passou, de cada perigo, da audácia do temor!
Pára de fingir que não sou parte do seu mundo! Volta a pensar, então...."
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[Telo Borges / Milton Nascimento]
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**"Eu cansei de ser assim, não posso mais levar. Se tudo é tão ruim por onde eu devo ir?
A vida vai seguir, ninguém vai reparar... Aqui nesse lugar eu acho que acabou!
Mas vou cantar pra não cair fingindo ser alguém que vive assim de bem .
Eu não sei por onde fui, só resta eu me entregar... Cansei de procurar o pouco que sobrou!
Eu tinha algum amor, eu era bem melhor, mas tudo deu um nó e a vida se perdeu...
Se existe Deus em agonia, manda essa cavalaria, que hoje a fé me abandonou!"
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[Marcelo Camelo]
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Djingôu bél, djingôu bél... Acabou o papel!!!

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Papai Noel, nesse ano que este está por acabar eu fui uma mulher exemplar! Fiz tudo certinho, como manda o roteiro! Amei meu próximo como à mim mesma – grande merda! Perdoei quem me havia magoado –não há melhor perdão que uma boa vingança! Ajudei os pobres nas ruas –com meia dúzia de palavras ou com um cigarro já aceso! Consumi muuuuito –comprei cigarros demais, cervejas demais, frituras demais...! Compensei com lágrimas toda a água que gastei nos banhos demorados- viu!? Também tenho consciência quanto ao desperdício...
Tive coragem pra fazer tudo que todos querem fazer mas não-sei-porquê-diabos não fazem: transei com desconhecidos; me embriaguei na segunda-feira; esqueci aniversários de morte; me deleitei com a desgraça do inimigo; comi carne até querer vomitar; menti de verdade e dei sorrisos de mentira; abracei alguns para dar o golpe pelas costas; me masturbei e fingi orgasmos; traí; aumentei a renda de quem ganha a vida vendendo entorpecentes; vendi o celular que achei no chão e perdi o meu celular numa noite de bebedeira –e não me lembro como; rejeitei ligações da minha mãe por estar morta de bêbada; vibrei quando o flamengo ganhou e me acabei de sorrir quando corinthians e vasco caíram para a segundona; xinguei o papa toda vez que o vi na televisão; fiquei triste quando Richard Wright morreu; não acompanhei novelas; praguejei religiões; engoli formigas que boiavam no último gole de café; venerei o “Canto para a minha morte”e mandei Paulo Coelho pra puta que, por desgosto, o pariu; parei de usar óculos escuros quando não tinha colírio simplesmente por não ter mais os olhos vermelhos –em contra-partida comprei descongestionantes nasais para disfarçar o funga-funga do dia seguinte; superdosei remédios para sentir o verdadeiro efeito deles; tomei Somalium para poder dormir; ouvi músicas sujas, li textos sujos, deixei sujeiras acumularem-se... Enfim, amigo Papai Noel, nesse natal acho que mereço, no mínimo um ótimo presente, afinal não é lá muito fácil levar uma vida a la Nelson Gonçalves! Que tal me dar forças pra fazer tudo isso e mais um pouco ano que vem!?!?

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Arte: Orlando Pedroso.
P.S.: “É Natal, é Natal... Vem chupar meu pau!!!”

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008


"Nosso sonho
Se perdeu no fio da vida.
E eu vou embora
Sem mais feridas,
Sem despedidas.
Eu quero ver o mar.

Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo...
Lembre da nossa música!
Se lembrar dos tempos,
Dos nossos momentos...
Lembre da nossa música!

Nossas juras de amor
Já desbotadas.
Nossos beijos de outrora
Foram guardados.
Nosso mais belo plano,
Desperdiçado.
Nossa graça e vontade
Derretem na chuva.

Um costume de nós
Fica agarrado.
As lembranças, os cheiros...
Dilacerados!
Nossa bela história
Está no passado.
O amor que me tinhas
Era pouco e se acabou."



[Vanessa da Mata/ Liminha]

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[Arte: Orlando Pedroso]

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**Hoje cedo a saudade bateu aqui na porta de casa... Estava sem paciência pra saber o que ela queria... Simplesmente fiquei em silêncio e fingi que não estava em casa, até que ela desistiu de falar comigo e foi embora... Amanhã, no mesmo horário, provavelmente ela deve voltar. Farei o mesmo: permanecerei em silêncio, fingindo não está por perto, e esperarei que ela se vá, até que um dia ela se cansará de me procurar e eu poderei parar de silenciar quando sentir a presença dela!**

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

PRE-GUI-ÇA.

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Não... Ela não quer começar tudo de novo! NÃO QUER! Ela está com preguiça de começar tudo do zero, sabe!? ‘Cansa muito toda essa história de ser feliz com alguém (ou com alguéns...)’, pensa ela sem muito entusiasmo...!
Ela só quer, por hora, ser-se. Viver-se. Sentir-se. Amar-se. Sem se preocupar se vai dar certo ou não! Sem se preocupar em agradar quem está do outro lado! Ela está cansada, por enquanto. Chega de esperar um tal de Sr. Acaso aparecer... É muita tortura esperar esse tratante-de-uma-figa!
Deu preguiça de conhecer alguém, flertar, dar o tão esperado primeiro beijo, a primeira transa, a espera ansiosa por ligações no dia seguinte! Não, ela não quer. Ela cansou desses passos que encantam, mas são sempre a mesma merda! Blah!
Optou pela praticidade de não se importar: agora ela apenas espera que os dias sejam apenas dias [vide Thaty Nardelli]*
[Savana Dantas]

*Alusões internas!
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Como se nada tivesse acontecido!

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Acordou meio desnorteada aquele dia... Não sabia bem onde estava... Tinha sonhado com umas coisas que fugiam muito à sua realidade, por isso todo aquele estranhamento. Quando caiu em si, percebeu que estava no seu quarto de sempre, no seu colchão no chão de sempre, com a coberta de sempre e quase nua, como sempre! Tudo foi chegando aos poucos: as informações espaço-temporais, a ressaca, a fome, as lembranças da noite passada.... Tudo muito lento que nem lesma leprosa.
Levantou não se sabe por quê... Mas, já de pé e completamente consciente de si, sentiu aquele gosto horrível na boca de bebedeira-frenética-da-noite-passada. Escovar os dentes? Que nada! Quando isso acontece, nada melhor que uma boa dose de café forte com um pinguinho de leite e um cigarro, pensou. Assim o fez! Colocou 50 litros de café no copo, duas gotas magras de leite e acendeu seu cigarro. Quando foi dar o primeiro gole, percebeu que havia várias formiguinhas boiando. Deu-se conta de que ainda estava bêbada o suficiente para não ter sequer reparado que aquele copo já tinha sido usado por outro viciado em café... Largou o copo em cima da mesa e foi pegar outro – dessa vez limpo – pra enchê-lo com café novo. Foi quando percebeu que a garrafa de café estava vazia – quem manda colocar 50 litros de café de uma vez só num copo???
Ficou desesperada por uns longos 15 segundos, mas logo esse desespero transformou-se em resiliência e ela teve uma primorosa idéia: pegou o café que já estava no copo e coou com uma daquelas peneirinhas de coar chá. O café ficou novo em folha e as formiguinhas ficaram presas pela redinha da peneira. Só sobrou uma formiguinha –coitada – no copo de café. Mas ela fez que não viu e ‘devorou’ aquele café como se nada, absolutamente nada, tivesse acontecido. E o dia dela ficou mais bonito, porque apesar das formigas, ela tomou o café sem pestanejar. Como se nada tivesse acontecido!!!

[Savana Dantas]

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

[Letra: Adelino Moreira.]
[Intérprete: TEM que ser o Nelsão!]
[Arte: Desconheço.]
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A volta da Boêmia
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"Boemia, aqui me tens de regresso
E, suplicante, te peço a minha nova inscrição!
Voltei pra rever os amigos que um dia
Eu deixei a chorar de alegria...
Me acompanha o meu violão.

Boemia, sabendo que andei distante,
Sei que essa gente falante vai agora ironizar:
'Ela voltou, a boêmia voltou novamente...
Partiu daqui tão contente por que razão quer voltar?'

Acontece que o homem que floriu meu caminho
De ternura, meiguice e carinho,
Sendo a vida do meu coração,
Compreendeu e abraçou-me dizendo a sorrir:

'Meu amor você pode partir, não esqueça o seu violão.
Vá rever os seus rios, seus montes, cascatas...
Vá sonhar em nova serenata e abraçar seus amigos leais.
Vá embora, pois me resta o consolo e alegria
De saber que depois da boemia
É de mim que você gosta mais!' "
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P.S.: As partes em itálico são grifos meus, nascidos de mudanças que, inevitavelmente, eu tive que fazer na letra!!!
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**Lentamente, com passos de formiga preguiçosa, eis que eu estou voltando. Não que eu tivesse ido embora, mas eu realmente havia tentado me abster de algumas regalias que eu desfrutava antes de alguns acontecimentos. Enfim, eis que eu estou, devagar e com calma, tentando voltar ao ritmo de antes. E, olha... Até que tô conseguindo, mesmo com todos esses arames farpados que envolvem minhas pernas!!!**

sábado, 6 de dezembro de 2008

[Arte: Orlando Pedroso.]
"Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora... Como hei de partir?
Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir?
Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir?
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
(...)
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair?
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir."
[Chico]

"Bem mais que o tempo
Que nós perdemos
Ficou pra trás também o que nos juntou
Ainda lembro o que eu estava lendo
Só pra saber o que você achou
Dos versos que eu fiz
E ainda espero resposta
(...)
Sem mais, eu fico onde estou
Prefiro continuar distante!"
[Skank]


"Se a gente já não sabe mais rir um do outro, meu bem
Então o que resta é chorar.
E, talvez, se tem que durar,
Vem renascido o amor,
Bento de lágrimas."
[Los]

**Vai doer lá no fundo da ferida quando eu for sozinha na nossa distribuidora... Quando eu for sozinha sentar no nosso banco... Quando eu chegar na hora marcada e ficar pelo menos 20 minutos esperando seu atraso. Dessa vez, não vai ter ninguém pra esperar. Vai doer...**

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008



Você sabe que eu te gosto, né!? Também sabe que eu tentei, não sabe?! Diz pra mim que você sabe, vai!? Por favor...
Olha aqui nesses olhos tão tristes e diz que a gente fica melhor separado... Ou então, senta aí e lê essas palavras que machuAdicionar imagemcaram tanto quando saíram aqui de dentro...
Eu até que tentei trancar as portas pra saudade e a carência não entrarem... Mas não deu! Elas me arrombaram inteira e agora, estando aqui dentro, me fizeram perder o controle da situação!
Você sabia, aliás, nós sabíamos que não se deve cutucar distância com vara curta, e mesmo assim resolvemos brincar de sentir saudade. Mas essa brincadeira perde a graça muito rápido. A gente enjoa fácil, fácil. E não nos resta mais nada além de sentar no chão, respirar fundo e inventar uma nova brincadeira. É uma pena... Uma pena mesmo! A gente se encaixava tão bem... Mas não dá mais, você sabe! Seus planos por aí, meus planos por aqui... Não dá!
Vai, enxuga as lágrimas daí que eu enxugo as daqui. Vai ser melhor, confia na tua mulher! Ela tá dizendo que chegou a hora de parar de chorar antes de dormir... Que chegou a hora de parar de jogar saudade em mesa de bar... Que chegou a hora de parar de jogar angústia embaixo de tapetes... Chegou a hora do fim! Me ajuda a ser amistosa, com ele e conosco!
E só pra não perder o costume... Eu te adoro!




**Deixa assim como está.... Sereno!**
[Los]
[Arte: Orlando Pedroso]

**"Lá mesmo esqueci que o destino sempre me quis só...
No deserto, sem saudade, sem remorso... Só!
Sem amarras... Barco embriagado ao mar!"**
[Calcanhotto]

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

"Me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora. Vem, vamos além."
[Los]
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"...Pode até doer, mas passa... E quando passa o seu mundinho pequeno de antes já não cabe onde cabia. E você sente pela primeira vez pegar nas rédeas de si mesmo e se levar pra onde quiser!"
[Antônio, Eu.]
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**Obrigada por fazer dos meus fins de semana as melhores férias! Adoro a forma como a gente se combina, como a gente se melhora... Receba meu singelo 'muitíssimo obrigada', Thaty Nardelli.**

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

...a little bit tired...

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Ai, a rua escura,o vento frio...
Esta saudade, este vazio...
Esta vontade de chorar...

Ahh, tua distância tão amiga...
E esta ternura tão antiga...
E o desencanto de esperar...

Sim, eu não te amo porque quero...
Ahhh, se eu pudesse esqueceria...
Vivo e vivo só porque te espero...
Ahhh, esta amargura, esta agonia...

Vim pelas noites tão longas,
De fracasso em fracasso...
E hoje discrente de tudo,
Me resta o cansaço:

Cansaço da vida...
Cansaço de mim...
Velhice chegando
E eu chegando ao fim!


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Arte I: Orlando Pedroso.

Letra: Dolores Duran.

Arte II: Paula Rego.

**"Eu perco a chaves de casa...

Eu perco o freio...

Estou em milhares de cacos

Eu estou ao meio....

Onde será que você está agora?"**

[Calcanhotto]