quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A sombra. O pé.

Depois que a bomba explode, sempre sobram de pé os mais fortes - ou os mais bem posicionados. Mas sobram! Sempre sobram!

Faltam-lhes pernas, braços, olhos, voz. Sobra-lhes apenas uma triste vida, dessas quase mortas. Mas sobra! Sempre sobra. Sobra uma sombra tímida se arrastando pelos escombros, pelos corpos aos pedaços. Mas sobra. Sempre sobra, não sobra?

Sobra sim, eu vi. E não adianta me dizer que era pra tudo, digo, todos, terem morrido. Não era! Alguma sobra tinha que sobrar. Nem que seja pra deixar em evidência esse vazio de coisa sem esperança. Nem que seja só pra deixar feio, monótono, triste. Alguma sobra viva tem que sobrar. Algum pedaço, algum resquício. Qualquer lembrança. Alguém de pé.

A bomba explodiu. Quem jogou? Sabe-se lá! O que se sabe é que, literalmente, a casa caiu! A casa, os prédios, os futuros... E junto, estão cambaleando os planos de acordar ao lado de. Em cima de. Um bom dia! bem animado escorrendo com a água das mangueiras!

Mas como eu ia dizendo, depois que a bomba explode os mais fortes e... Quem mais eu tinha falado? Ah, sim. Os bem posicionados! Isso! Os mais fortes e os mais bem posicionados sempre ficam de pé.

Você... Ah, você até caminha sem titubear, vê só! Eu? Eu tô só a sobra. A sombra. O peito. A raça. Amanhã, o riso. Só amanhã. Hoje não.
Depois da bomba. Sobra. Alguma coisa viva. Tem que sobrar. Pedaço. Resquício. Lembrança. Alguém. Um pé... Nem que seja na bunda!

*Peritos revelam que a bomba explodiu no meio de um quarto, nas mãos de uma jovem*

P.S's.:

-Thaty, perdão pelo furo. Perdão pelo sumiço. Perdão. "Fiquei tão só, aos poucos. Fui afastando essas gentes assim menores, e não ficaram muitas outras. Às vezes, nos fins de semana principalmente, tiro o fone do gancho e escuto, para ver se não foi cortado. Não foi." [Caio, nosso Caio]

-Feliz aniversário, Thaty. Eu te amo!

-"Não sei se em algum momento cheguei a ver você completamente como Outra Pessoa, ou, o tempo todo, como Uma Possibilidade de Resolver Minha Carência. Estou tentando ser honesto e limpo. Uma Possibilidade que eu precisava devorar ou destruir." [C.F.A.]

*A bomba ti-nha que explodir. Se não fosse nas mãos, seria no peito. E aí... Bem, aí nem a sobra!*

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

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"Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo...
Eu bati a 200 km por hora e estou voltando a pé pra casa, avariada. Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez este seja o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência?
Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada. Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor."


[Martha Medeiros]


P.S.'s:
* Pra você, estrangeiro, que garante sempre ler meu blog e não comenta por vergonha. Que me cercou de abraços alimentados pelo mais sincero amor. Que me roubou de mim e me fez cegar durante tanto tempo. Que me fez te procurar em cada trecho lido, em cada música ouvida, em cada viagem feita, em cada trago, em cada gole, em cada transa. Pra você que me roubou o chão e as lágrimas da mais límpida pureza. Que me açoitou os planos. Que me bagunçou os sonhos... Pra você, estrangeiro, que mora tão longe e está sempre tão perto, em todo cheiro, em todo olhar, em toda voz, em todo halls de melancia. Pra você, estrangeiro, a quem eu digo de peito aberto, embora não sem dor, "deixa assim como está, sereno"! A quem, por fim, eu digo com lancinante dor o mais difícil e sincero adeus!
* Ouvindo 'Lugares Proibidos'...
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Vai passar...

É de morrer, é de se acabar! Ver um pedaço da sua história descer caixão à baixo, tendo a certeza de que nunca mais vai vir à tona, de volta pra terra... Tantos anos de convivência interrompidos assim, do nada. Um estalar de dedos e tudo se desorganiza, tudo desanda...
A lágrima, o luto, a falta, a crise, o vazio, a injustiça, a crueldade... É de se acabar!
Desse lado de cá, onde o teu luto me entristece, fico sem saber o que fazer, o que falar... Se devo ligar, ou calar seja o melho a fazer...
No meu íntimo, sinto que te abraço ininterruptamente, como fazíamos antes. Sinto que te ofereço as mãos para que possas apertar quando a dor for maior que tua força. Aqui no fundo, menina rosa, no fundo e no visível também, eu me coloco à disposição... Esse é o máximo de companheirismo, amizade e apoio que eu posso oferecer!
Sinta-se forte, fortissimamente abraçada!
Te adoro!

"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso que é, as vezes, cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento, te surpreenderás pensando algo assim como 'estou contente outra vez'"

C. Fernando

terça-feira, 20 de julho de 2010

Ontem me disseram pra deixar essa bobalhagem toda pra trás, me disseram pra pagar a conta, pegar os cigarros em cima da mesa e ir embora, deixando pra trás tudo e todos que estavam no bar, mas saindo de cabeça erguida, sem dever nada a ninguém! Disseram pra eu parar de acreditar em bons momentos, alegando que eles sozinhos não são o suficiente pra sustentar sonhos. Disseram pra eu duvidar de rostinhos bonitos, de carícias espontâneas, de ligações inesperadas, de elogios gratuitos. Mas disseram também pra eu segurar bem forte o que me está sendo oferecido de tão bom grado, mas sem intencionar sugar mais do que se pode receber!
Me deram um puta tapa na cara ontem. "Ô, criatura, levanta a porra dessa cabeça e abre logo esse sorrisão-maior-que-a-tua-boca! Deixa esse lixo todo pra trás, põe fogo nas mentiras e nas verdades também. Põe fogo nesse entulho todo que tu carrega à toa nas costas. Põe fogo nas lembranças, nos sonhos arruinados, nos passados! Assopra logo esse castelinho frágil de cartas de baralho e joga tudo junto na fogueira!"
Foi uma boa conversa. Foi silencioso, foi avassalador! Me disseram que eu podia, que eu devia, que eu conseguiria... Que eu consigo! Eu consigo, posso, devo e vou!!!!
Ontem, no apartamento aconchegante de tão frio, estávamos apenas eu, alguns cigarros, umas cervejas, dois cachorros e um espelho!
Eu consigo, eu posso, eu devo... Eu sei disso!

P.S.'s:

* Feliz dia do amigo, rapaziada!

* Ouvindo It's Oh so quiet - Björk

* "Fico quieto. Primeiro que paixão deve ser coisa discreta, calada, centrada. Se você começa a espalhar aos sete ventos, crau, dá errado. Isso porque ao contar a gente tem a tendência a, digamos, “embonitar” a coisa, e portanto distanciar-se dela, apaixonando-se mais pelo supor-se apaixonado do que pelo objeto da paixão propriamente dito. Sei que é complicado, mas contar falsifica, é isso que quero dizer — e pensando mais longe, por isso mesmo literatura é sempre fraude. Quanto mais não-dita, melhor a paixão. Melhor, claro, em certo sentido que signifíca também o pior: as mais nobres paixões são também as mais cadelas.”

[Fernando, C.]

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Coming back to life!

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Eu tô aqui, bem longe. Bem longe do perto que eu sempre estive!
[...]
Notícias sobre mim correm vãs por bares e becos e fofocas e pressuposições e pressentimentos e sonhos e conversas emeésseenísticas que nada legitimam o que se ouve ou lê sobre mim! É que eu me perdi em meio a uma procura desenfreada, inconsequente e inútil de encontrar o que - agora me ocorre - nem me é tão substancial assim! E essa busca toda - meu deus! - em detrimento da minha presença física nos lugares onde eu costumava ir, nas skinas 10 da vida, nos gelas guelas, nas casas, nas praças, nos colos... Não sei mais nada de ninguém... Já não sei como ela está, se vai bem na faculdade, no trabalho... Não sei se ele está morando no mesmo lugar, se mudou de telefone... Sequer imagino como estão seus familiares que sempre me acolheram como a uma filha... Eles estão namorando? Se separaram? E ela, será que tá bem lá naquele outro estado? Merda! Eu não sei, eu não sei! Sei somente que perdi. Perdi gargalhadas, perdi abraços, perdi conselhos, perdi mais uma quebra-de-braço com o destino. E perdida, agora venho pra pedir. Pedir desculpa, pedir clemência, pedir penico. Não dá, não deu, não vai dar. Eu me quero de volta, daquele jeito piegas-boemio-lispectoriano de antes. Eu por mim, eu por meus amigos. E ponto! Sem mais ninguém pra me empurrar no abismo das minhas buscas vãs! Quero minha concentração de volta, quero não morrer esperando ligações, quero não me arrepiar com a presença... Eu quero, por deus, eu quero me bastar. Eu enquanto eu-cheio-de-amigos! Eu-cheio-de-amigos-o-tempo-inteiro-pra-tudo-que-eu-precisar quero me bastar! Eu-com-meus-cigarros. Eu-com-meus-porres-homéricos. Eu-com-minhas-boas-e-velhas-noites-loucas. Eu do jeito que eu sempre fui. Eu-desenfreada. Eu-pra-mim. Eu-pra-qualquer-um-que-me-quiser!!!
[...]
Eu tô aqui, bem longe... Mas quero voltar!
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P.S.'s:
*Posso tentar abrir os braços de novo?
*Ouvindo, vivendo e comendo a música que deu à luz esse texto: Coming back to life, Pink Floyd.
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quarta-feira, 17 de março de 2010

Desatualizando...

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Orlando Pedroso

P.S.'s:

* "Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso. " C. Fernando

* "Fico tão cansada às vezes, e digo pra mim mesma que está errado, que não é assim, que não é este o tempo, que não é este o lugar, que não é esta a vida. E fumo, e fico horas sem pensar absolutamente nada. (...)
Claro, é preciso julgar a si próprio com o máximo de rigidez, mas não sei se você concorda, as coisas por natureza já são tão duras para mim que não me acho no direito de endurecê-las ainda mais."
C. Fernando

* "Lóri estava triste. Não era uma tristeza difícil. Era mais como uma tristeza de saudade. Ela estava só. Com a eternidade à sua frente e atrás dela." C. Lispector

* " …uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusivem, muitas vezes, é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que, insatisfeita, foi a criadora de minha própria vida. (...) E desde logo, desejo você,o corpo que eu quero. Mas quero inteiro, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, esperarei quanto tempo for preciso. C. Lispector



terça-feira, 2 de março de 2010

Em fevereiro, tem carnaval...

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Foi lá (aeroporto de Brasília) que eu me despi de tudo que me preocupava, no intuito puro e simples de aproveitar sorrisos sem o medo usual de vê-los se esvaírem!
Foi lá (Valentina – João Pessoa) que eu revi amigos que tanto fazem falta.
Foi lá (alguma BR de Recife) que o caminhão me largou com uma mochila nas costas, uma amiga do lado e uma saudade no peito...
Foi lá (Recife antigo) que aconteceram os lindos e prazerosos ‘encontros’ com um artista Paraibano, com uma DJ Pernambucana, com um Alemão que, para minha grandessíssima sorte, falava inglês e com uma linda e adorável Japa Girl...
Foi lá (Cais de Santa Rita – Recife) que o sol que morre cedo me sorriu antes de deixar a lua me chamar pra rua...
Foi lá (Marco Zero/RecBeat - Recife) que Lenine fez o coração bater mais forte e por deleitosos minutos levou o pensamento de volta pro planalto central. Lá também a chuva caiu tímida quando Lirinha e seu Cordel Do Fogo Encantado pediram com humildade, lá a temperatura subiu quando Jorge Ben, acompanhado de Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, chamaram o síndico, lá a Céu nos encantou com o ar de sua graça, lá aqueles tantos outros artistas fizeram valer a pena cada empurrão que eu levei no meio daquele mar de gente.

Foi lá (Casa de Clarice Lispector - Recife) que os pelos se arrepiaram ao sentir e ler um trechinho de uma certa ‘felicidade clandestina’...

Foi lá (Memorial Chico Science - Recife) que o peito doeu quando li aquelas tão tristes palavras sobre o silenciar de um tambor tão precioso: Chico Science.

Foi lá (Casa da Cultura, antiga Casa de Detenção de Recife) que eu senti o peso de ver uma cela em seu estado original com as “cicatrizes de um tempo que não deverá mais voltar”.
Foi lá (Ladeira da Misericórdia – Olinda) que, depois de literalmente escalar aquela ladeira, eu tive o privilégio de ver Recife de um ponto tão lindo...

Foi lá (Casa da Mari) que eu dormi até 4 da tarde – e depois ainda cochilei até as 6 -, lá que eu ganhei abraços, lá que eu chorei de tanto rir, lá que me receberam e acolheram como a uma irmã, lá que eu vi o carinho personificado em 7 lindas mulheres, lá que eu escutei a palavra da Briba e até fiz cover das ‘armadilhas de satanás’ (rsrs).

Foi lá (Casa do Vovô – Paraíba) que as mãos tremeram com o lindo reencontro com a família.Foi lá (Nordeste) que, subitamente, eu descobri onde minhas raízes estão fincadas. Foi lá que eu vi o mundo todo sorrir pra mim e eu, humildemente, sorri de volta, num ato singelo de gratidão. Foi lá que eu passei as melhores férias e é aqui, cá no peito, que se aloja uma saudade quase mortal de cada parte, de cada pessoa, de cada monumento, de cada segundo...


"E quando a festa já ia se aproximando, como explicar a agitação que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate. Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu." L. Clarice


P.S.: As 7 mulheres as quais me referi, receberam um scrap com o link dessa postagem em seus respectivos orkut's.

P.S. aleatório:

sábado, 30 de janeiro de 2010

S. Versus K.

- Que cara de ontem é essa, criatura?

- Pergunta auto-explicativa!

- Tava com quem?

-Ah, você não conhece. Na verdade, nem eu conheço direito... Sei que trepa bem pra caralho!

-Aff! Não consigo ser assim, que nem você. Não consigo fazer sexo por fazer, com qualquer um ou uma que apareça na minha frente. Acho que deve ser estranho acordar do lado de um desconhecido...

- Estranho, querida, é viver sem sexo. Estranho, feio e não-saudável! Não é você que vive falando mal da minha alimentação e blábláblá? O que diabos adianta cuidar de uma vida sem sexo?

- Ué, mas eu faço sexo....

- Anrãn, faz... Uma vez na vida, outra na morte. Pra quê cargas d’água ficar enrolando se, cedo ou tarde, você vai transar com o cara? Conheceu, gostou, deu certo... Transou! Simples assim...

- É aí que tá a grande diferença entre nós duas... Tem que ter alguma coisa, sabe? Não pode ser só sexo, tem que ter....

- Amor?

- É, amor... Se não tiver amor, o sexo não compensa. E se é pra não compensar, eu prefiro não fazer!

- Putz... Tu é a típica mulherzinha-sexo-frágil, hein?!

- E tu, é o quê, menina?

- Eu sou o tipo frágil por sexo... E quer saber do quê mais? Eu não faço sexo por fazer. Via de regra tem amor no meu sexo. Mesmo que seja com um desconhecido ou desconhecida qualquer, mesmo que seja numa noite louca de boemia, como a de ontem. Sempre faço sexo por amor, sempre... Ainda que por amor ao sexo!

- ...

-Tem engov aí?

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P.S.'s:

*...E até quando o cerrado vira selva, os dentes insistem em mostrarem-se p'ras paredes que não abafam nem o barulho d'um peido...

*Saudade de tudo... Saudade de todos!

*Bazzzzinga!

domingo, 24 de janeiro de 2010

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A verdade é que esse peito já não sangra como antes. Que um simples abraço conforta muito mais do que se possa imaginar. Que o frio já nem amedronta tanto quanto outrora já ousara amedrontar. Que o calor até que é convidativo. Que os músculos, quase sempre tão cansados, nem sempre refletem o entusiasmo psíquico (ou vice-versa, hei de convir!).
A verdade é que os cigarros e o café até que andam meio escondidos dos meus hábitos (só meio escondidos, reconheço!). Que gostar dos outros é saber gostar mais de mim, ainda que não tanto quanto se deveria. Que a música e os livros nunca me encantaram tanto. Que minha sensibilidade agora se mostra a olhos nus. Que os meus desejos, outrora tão reprimidos, agora me saltam dos olhos.
A verdade é que as preocupações já não me preocupam tanto. Que as cervejas e os bares nunca foram tão importantes quanto agora. Que os amigos, mesmo os tão distantes, estão sempre cá comigo, na lembrança e no coração.
Aliás, meus amigos, a verdade é que os sorrisos e as lágrimas andam equilibrados na balança e isso faz de mim uma criatura um pouco mais amena comigo e muito mais intensa com todo o resto!!!

P.S.'s:

*A chuva de Brasília – aquela lá que vem sem aviso - as vezes chega e demooooora a passar... Se me permitem a brincadeira com o texto anterior: tomara que ela simplesmente torne-se uma constate...

*Sinto falta de alguns visitantes fiéis dessa bagaça... S.E.L., Branquinha, Leilinha, Carlos 666 (=D)...

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P.P.S.: Essa arte de Orlando Pedroso é um P.S.... ;)