quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Vai passar...

É de morrer, é de se acabar! Ver um pedaço da sua história descer caixão à baixo, tendo a certeza de que nunca mais vai vir à tona, de volta pra terra... Tantos anos de convivência interrompidos assim, do nada. Um estalar de dedos e tudo se desorganiza, tudo desanda...
A lágrima, o luto, a falta, a crise, o vazio, a injustiça, a crueldade... É de se acabar!
Desse lado de cá, onde o teu luto me entristece, fico sem saber o que fazer, o que falar... Se devo ligar, ou calar seja o melho a fazer...
No meu íntimo, sinto que te abraço ininterruptamente, como fazíamos antes. Sinto que te ofereço as mãos para que possas apertar quando a dor for maior que tua força. Aqui no fundo, menina rosa, no fundo e no visível também, eu me coloco à disposição... Esse é o máximo de companheirismo, amizade e apoio que eu posso oferecer!
Sinta-se forte, fortissimamente abraçada!
Te adoro!

"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso que é, as vezes, cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento, te surpreenderás pensando algo assim como 'estou contente outra vez'"

C. Fernando